Agência ANSA
NOVA YORK - O subsecretário de Organismos Multilaterais e Direitos Humanos da Chancelaria do México, Juan Manuel Gómez, disse hoje, sexta-feira, que o país terá como prioridade durante seu mandato de dois anos no Conselho de Segurança da ONU a busca de soluções pacíficas para conflitos internacionais.
Segundo ele, o México fará uso do direito internacional para defender o estado de direito e a reconstrução da institucionalidade em lugares onde houve conflitos, além de combater a proliferação de armas de destruição em massa e o terrorismo.
Junto ao México, que representa a América Latina, tomaram posse ontem no Conselho de Segurança da ONU como membros temporários Áustria, Turquia, Japão e Uganda.
Os cinco países que deixaram a entidade são Itália, Bélgica, África do Sul, Indonésia e Panamá. Burkina Fasso, Costa Rica, Croácia, Líbia e Vietnã, os demais membros temporários, têm ainda mais um ano de mandato a cumprir, e serão substituídos somente em 2010.
Essa será a quarta vez que o México ocupa um assento não-permanente no Conselho de Segurança da ONU -- o mesmo já ocorreu em 1946, entre 1980 e 1981 e no intervalo entre 2002 e 2003.
O Conselho é formado por 15 países. Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China são membros permanentes e têm poder de veto.
O Brasil pleiteia uma reforma na organização, com o aumento de assentos permanentes e a possibilidade de se tornar um membro fixo. A idéia, porém, enfrenta a resistência de alguns membros da União Européia e de países sul-americanos, como a Argentina.
[19:22] - 02/01/2009 -
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