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HAVANA - Cuba não se pode deixar hipnotizar pelos 'cantos de sereia' dos Estados Unidos, afirmou o presidente cubano, Raúl Castro, nas comemorações dos 50 anos da revolução na ilha e semanas antes da posse de Barack Obama em Washington.
Obama, que assume a Casa Branca no dia 20 de janeiro, se disse disposto a abrir uma fase de diálogo com as autoridades comunistas de Cuba.
- Não amoleçam com os cantos de sereia do inimigo e tenham a consciência de que, por sua essência, ele nunca deixará de ser agressivo, dominador e traiçoeiro - declarou Castro, na noite de quinta-feira, aos futuros dirigentes cubanos, durante a celebração dos 50 anos da revolução, em Santiago de Cuba.
A eleição de Obama tem significado para muitos, em Cuba e no litoral sul dos Estados Unidos, uma possibilidade para que os dois países, inimigos da Guerra Fria, façam as pazes.
Raúl Castro, um general de 77 anos, que substituiu o irmão Fidel Castro na presidência em fevereiro passado, disse há algumas semanas que estaria disposto a se reunir com Obama.
O presidente cubano foi, inclusive, mais além e se propôs a trocar presos políticos por cinco agentes cubanos presos há dez anos nos Estados Unidos. Obama não respondeu.
Mas em uma mensagem enviada da prisão, os agentes cubamos aconselharam a não se criar ilusões.
- Não podemos ser ingênuos, nem esperar milagres, nem nosso futuro como nação deve estar atado às mudanças de governo no grande vizinho do norte - afirmaram os agentes, em uma mensagem reproduzida nesta sexta-feira pela imprensa estatal.
Cuba exige o fim do embargo comercial com o qual 10 governos norte-americanos tentaram minar o sistema socialista da ilha.
Obama declarou que amenizaria as restrições a viagens e ao envio de remessas dos cubanos nos Estados Unidos, e disse que estaria disposto a conversar com autoridades cubanas.
Contudo, frisou que não pretende suspender o embargo, que considera um instrumento para pressionar por liberdades políticas e pelo respeito dos direitos humanos em Cuba.
[17:52] - 02/01/2009 -
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