SÃO PAULO, 2 de janeiro de 2009 - A pessoa física se destacou neste contexto de crise financeira global mostrando que o pensamento de longo prazo está cada vez mais difundido e que a bolsa de valores deixou de ser encarada como um cassino. Ao final de novembro, a BM&FBovespa contabilizava 548.706 contas de investidores pessoas físicas. Em janeiro deste ano, o número era de 466.830.
Edemir Pinto, diretor-presidente da BM&FBovespa, afirmou durante um evento que, em outras épocas, a saída de mais de R$ 23 bilhões de investimentos estrangeiros teria derrubado a bolsa brasileira em mais de 90%, e não 43%, aproximadamente. "Isso deve-se ao grande número de investidores pessoa física que sabe o que é um investimento de médio e longo prazo".
A participação da pessoa física na movimentação financeira da bolsa também mostra a força desse tipo de investidor. Em novembro, pela primeira vez em 2008, o investidor pessoa física liderou a movimentação financeira da bolsa brasileira, superando assim o investidor estrangeiro.
Ainda em novembro, a pessoa física foi responsável por 34,03% do volume transacionado na BM&FBovespa, enquanto que o investidor estrangeiro ocupou a segunda posição, com 33,51%.
"O home broker evoluiu muito e também teve sua contribuição. Claro que há casos negativos, de investidores que passaram a viver de day trading [compra e venda no mesmo dia]. Esses foram pegos em cheio pelo agravamento da crise e realizaram prejuízos. No entanto, também há investidores de longo prazo, que mesmo com grandes perdas, ficaram na bolsa", afirma Fábio Colombo, administrador de investimentos.
Veja a participação da pessoa física na movimentação financeira no mercado de renda variável:
(Vanessa Correia - InvestNews)
[15:57] - 02/01/2009