Agência ANSA
ASSUNÇÃO - O ministro do Interior do Paraguai, Rafael Filizzola, disse nesta sexta-feira que o presidente Fernando Lugo está preocupado com o surgimento de grupos armados no país.
Ambos se reuniram com o gabinete de segurança nesta manhã para discutir um atentado ocorrido na quarta-feira, em que uma organização auto-intitulada Exército Popular Paraguaio (EPP) assumiu a autoria de um incêndio em um pequeno posto militar no departamento (estado) de San Pedro, norte do país, onde Lugo foi bispo por dez anos.
A organização, que deixou no local um folheto reivindicando a responsabilidade pela ação, é a mesma que anteriormente já havia colocado fogo em uma delegacia também em San Pedro.
Segundo Filizzola, o presidente sabe da existência de grupos armados e está preocupado, "mas também seguro e firme para enfrentar o problema".
No atentado de quarta-feira, antes de incendiar o posto, os militantes do EPP roubaram fuzis M-16 e munição. Como era noite de ano novo, a segurança no local havia sido reduzida - apenas um oficial patrulhava o posto.
O ministro do Interior disse que não tem mais informações sobre o caso, mas garantiu que as Forças Armadas prosseguirão com as investigações.
- Os militares darão mais detalhes - afirmou.
Filizzola reiterou ainda que o governo não permitirá a existência de "zonas liberadas" no Paraguai, sem a presença do poder público, já que há indícios de que estes grupos armados querem atuar "à margem da lei".
Segundo ele, é dever do Estado paraguaio exercer o controle sobre todo o território nacional, mas os governos anteriores não investiram suficientemente nas Forças Armadas e na Polícia Nacional.
Lugo, eleito presidente em abril, pôs fim a uma hegemonia de 61 anos do Partido Colorado no poder.
[14:50] - 02/01/2009 -
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