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Mendes toma posse em clima de festa em Teresina

Carlos Rocha, Portal Terra

TERESINA - O prefeito reeleito de Teresina, Sílvio Mendes (PSDB), foi reconduzido ao cargo nesta quinta-feira em clima de festa. As galerias do auditório do Tribunal de Justiça do Piauí, onde aconteceu a solenidade, estavam lotadas. Para o prefeito, o momento é de cumprir compromissos assumidos na campanha.

Sobre a ação impetrada pelo Ministério Público (MP) pedindo sua cassação, Sílvio Mendes disse que não tem nada a temer.

– De certa forma cria constrangimento, mas em alguns momentos o MP também se excede. Mas a cada um cumpre o seu papel – disse.

O prefeito destacou que cabe ao MP ser vigilante e ao Judiciário julgar.

– Acho que no País inteiro é preciso compreender essas questões, quando cabe a cada um ser responsável pelos seus atos, e por isso não tenho nada a temer – comentou.

Apontado como o principal responsável pela eleição do vereador Renato Berger como presidente da Câmara de Teresina, o prefeito rejeita o rótulo.

– Acho que foi a capacidade do Renato em alcançar um acordo – ressaltou.

Sílvio Mendes rejeitou também a possibilidade de que não haja oposição em Teresina.

– A oposição tem um papel importante de fiscalizar, mais de quem dá apoio. Mas, é preciso equilíbrio acima de qualquer interesse menor – destacou o prefeito, afirmando que a cidade possui alternância de poder.

Nesta sexta-feira os secretários tomam posse, e o prefeito já avisou que no dia 15 de janeiro quer as metas de todas as Secretarias.

– No dia 15 quero metas e prazos. No dia 30 quero a relação dos servidores – disse o prefeito, acrescentando que a partir da relação de servidores será definida a realização de concursos públicos.

De acordo com Sílvio Mendes, a área de saúde é a que precisa de um número maior de servidores.

– Na continuação de uma administração, é natural que algumas adequações sejam necessárias, mas não existe interrupção – enfatizou.

Questionado a respeito do aumento das passagens de ônibus, o prefeito disse que faz o que é necessário fazer.

– É ruim, mas se impõe. A gente não faz só que quer, mas faz o que é necessário fazer – comentou o prefeito, acrescentando que a passagem estava estável há 20 meses e que o reajuste ficou abaixo do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M).

[22:41] - 01/01/2009 -  RSS