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CANBERRA - O site de redes sociais Facebook deflagrou um imenso debate online -e protestos- depois de remover fotos que expunham em demasia o seio de uma mãe. Barry Schnitt, porta-voz do Facebook, disse que o site em geral não age com relação a fotos de amamentação quando elas respeitam seus termos de uso, mas informou que algumas são removidas para garantir que o site seja mantido seguro para todos os usuários, incluindo crianças.
- Fotos que contenham um seio completamente exposto (ou seja, envolvam exibição de mamilo) constituem violações desses termos (quanto a material obsceno, pornográfico ou sexualmente explícito) e podem ser removidas - informou em comunicado.
- As fotos com relação às quais agimos são trazidas à nossa atenção quase exclusivamente por reclamações de outros usuários - o comunicado acrescentou.
Mas a decisão do Facebook de remover algumas fotos de amamentação enraiveceu alguns usuários, entre os quais a norte-americana Kelli Roman, mãe que teve uma foto que a mostrava alimentando a filha removida pelo Facebook.
Roman é uma das administradoras de uma petição online intitulada 'ei, Facebook, amamentação materna não é obscenidade', que ganhou força na semana passada depois que as manifestantes organizaram uma 'amamentação de protesto' no Facebook e realizaram uma pequena manifestação diante da sede da empresa, em Palo Alto, Califórnia.
A petição já obteve mais de 80 mil assinaturas e mais de 10 mil comentários, e redespertou um velho debate sobre os prós e contras da amamentação em locais públicos.
Os organizadores da petição informaram que algumas mulheres foram instruídas a não postar de novo as fotos removidas de suas páginas ou correriam o risco de ser excluídas do Facebook.
O Facebook, que tem 120 milhões de assinantes, não pretende recuar quanto às suas normas.
Schnitt disse que a empresa tentou colocar um anúncio em diversas publicações norte-americanas que mostrava uma mulher com o seio completamente exposto amamentando um bebê. Nenhuma delas aceitou.
- Um jornal e o Facebook são obviamente diferentes, mas o motivo subjacente para as normas de conteúdo é o mesmo - disse à Reuters.
[11:16] - 30/12/2008 -
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