RIO

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Polícia do Rio inicia caça aos bingos

Luiz Felipe Reis, Jornal do Brasil

RIO - A lista de bingos clandestinos descoberta e revelada neste domingo, a partir de reportagem publicada pelo Jornal do Brasil, levou a polícia a iniciar uma série de investigações e ao estouro, até agora, de pelo menos uma casa ilegal, que funcionava na Rua General Polidoro 298 A, próximo ao Cemitério São João Batista, em Botafogo (Zona Sul).

Pela manhã, homens do Serviço Reservado do 2º BPM (Botafogo) detiveram 11 pessoas que jogavam no momento da operação, além de dois funcionários. Também foram apreendidas e levadas à Receita Federal 39 máquinas caça-níqueis do bingo, que funcionava numa casa de dois andares.

Agora, as rodadas de bingo realizadas na sede do América Football Club, localizado na Tijuca, (Zona Norte), são o próximo alvo da polícia. Há quatro meses em funcionamento, das 13h às 2h, segundo freqüentadores e funcionários ouvidos pelo JB a jogatina chega a reunir 100 apostadores por dia durante a semana. Proibida há cinco anos pela Lei 230/03, ao que parece, a atividade que rola solta nas dependências do clube, mesmo com um carro do 6º BPM (Tijuca) fazendo ponto na esquina, apesar de ilícita, tem servido como uma das principais fontes de renda para o time, que está na segunda divisão.

– Apenas digo que desconheço a existência do bingo – afirmou o presidente do América, Reginaldo Mathias.

Novas batidas

Alertado pelo jornal sobre os novos pontos do jogo espalhados pela cidade, o chefe de inteligência da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), inspetor Jorge Guerrar, garante que irá investigar a prática nos lugares citados, entre eles, além do América, o Esporte Clube Maxwell, também na Tijuca, Espaço Marquês, em Ipanema, e o Clube Matoso, entre outros localizados na Zona Norte da cidade e em São Gonçado (Clube Tamoio) e Niterói (Canto do Rio).

– Iremos analisar o conteúdo da reportagem e seguir em busca dos supostos envolvidos no crime – afirmou Guerrar.

Liminares fajutas

Segundo ele, muitos contraventores se valem de liminares antigas concedidas pela própria Justiça.

– Apesar de a maioria não ter validade alguma, eles apostam, sobretudo, na impunidade para continuar com as portas abertas.

[21:45] - 21/12/2008 -  RSS