Agência Brasil
RIO - O Ministério da Justiça assinou nesta sexta-feira convênio com o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro para a montagem de um Laboratório de Tecnologia de Combate à Lavagem de Dinheiro. É o segundo acordo para montagem desse tipo de sistema no estado, que também terá um laboratório controlado pela Polícia Civil.
O secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, disse que serão investidos R$ 2,5 milhões no sistema, que deve entrar em plena operação a partir de março do próximo ano.
Composto por diversos computadores que vão integrar bancos de dados de várias origens, o sistema vai possibilitar levantar e processar informações de forma mais rápida sobre a movimentação financeira do crime organizado.
- Um serviço que levaria cinco ou seis anos para examinar documentos, feito por 20 pessoas especialistas em contabilidade, poderá ser executado em poucos meses, com apenas quatro ou cinco pessoas - compara Tuma Júnior.
Segundo ele, o objetivo é atingir as quadrilhas no ponto em que elas são mais frágeis, o dinheiro.
- É um recurso muito importante para combater a lavagem de dinheiro e a corrupção. As organizações criminosas vivem hoje como uma empresa. Não adianta só prender e processar as pessoas, porque elas são facilmente repostas. Então, é preciso cortar o fluxo financeiro - afirma.
Até o próximo ano, Tuma Júnior espera implantar oito laboratórios de combate à lavagem de dinheiro no país, em um investimento total de R$ 20 milhões, liberados no âmbito do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça.
- Hoje o crime organizado é transversal no estado, infiltrado em todos os poderes. Mas esperamos, num curto espaço de tempo, sufocar as organizações criminosas - disse o secretário.
[09:32] - 13/12/2008 -
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