Jornal do Brasil
BRASÍLIA - Há 40 anos, numa sala trancada no Palácio do Planalto, poucos homens decidiram estreitar os limites concedidos à liberdade no Brasil com o mais rigoroso dos atos institucionais decretados pela ditadura militar, o AI-5.
Depois das portas abertas, o então presidente Artur da Costa e Silva viu-se diante de um país em convulsão popular – os gritos de insatisfação com a ditadura tornavam-se cada vez mais eloqüentes, mas os mecanismos de repressão revelaram-se ainda mais duros. O fechamento do Congresso, a cassação e perseguição a parlamentares e militantes políticos, a repressão a manifestações nas ruas e a tortura a cidadãos fizeram o país mergulhar no período mais vergonhoso de sua História.
O retorno à democracia revelou o desastre sociopolítico de um país que buscava renascer. Seguidos governantes eleitos tentaram e tentam reparar equívocos. Principalmente com indenizações. Mas o Brasil tem consigo uma dívida cultural. Nas próximas páginas, o JB, que teve papel crucial na luta pela democratização, mostra o relato de quem viveu aquele período e analisa como hoje uma sociedade consciente olha para trás na tentativa de esquecer essa página da História ou aprender com ela.
[01:32] - 13/12/2008 -
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