Raphael Bruno e Idelina Jardim, JB Online
BRASÍLIA - Partido que mais cresceu entre 2002 e 2008, o PV foge da lógica que marcou a atração de novos militantes entre governo e oposição nos últimos anos. Oficialmente integrante da base aliada, mas agindo com relativa independência no Congresso e parceiro da oposição em muitos estados, o PV comemorou crescimento de 160% no número de filiados no período.
– Isso demonstra que nossas preocupações ambientais estão, finalmente, entrando na agenda das pessoas – analisa o presidente nacional do PV, José Luiz Penna.
Ele acrescenta, entre os fatores que impulsionaram o crescimento da legenda, a decisão, em 2000, de priorizar a oferta de lista própria do partido nas eleições proporcionais, além de um critério flexível na aceitação de novos militantes.
– Nosso entendimento é de que o partido é uma entidade pública e que o acesso a ele deve ser mantido aberto.
A Educadora ambiental e presidente da Organização não-governamental (ONG) Convergência, no Rio, Renata Moraes, 38 anos, entra nesta estatística. Em 2004 filiou-se ao PV, impulsionada, diz, pelas propostas e transparência do partido.
– O partido verde é do mundo inteiro, não só do Rio, como alguns pensam – argumenta. – O mais importante nele que me faz erguer sua bandeira é saber que se trata de um partido ético numa época em que os valores estão desaparecidos.
Renata conta que nas décadas de 1980 e 1990 procurou maior participação na política: integrou grêmio estudantil, fez campanha para Mário Covas e foi às ruas com os colegas 'caras-pintadas' pedir o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo.
Hoje, casada e mãe de duas filhas, a atuação de Renata no meio político gira em torno da identificação com o partido que escolheu para apoiar. Apesar da recusa ao convite do PV para candidatar-se a vereadora nas últimas eleições municipais, a educadora engajou-se na campanha de Fernando Gabeira – participando de reuniões e passeatas – na intenção de eleger o candidato da legenda.
– Durante a campanha, sei que sensibilizei muitas pessoas com quem conversei – sustentou. – É importante essa valorização de partidos, senão nosso voto se torna algo muito pessoal.
[21:41] - 22/11/2008 -
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