Julio Calmon, Jornal do Brasil
RIO - Caio Júnior passou 35 rodadas ouvindo reclamações de que não conseguia ter um time considerado como base para os jogos do Flamengo. Agora, o técnico corre contra o tempo. A goleada de 5 a 2 sobre o Palmeiras, no último domingo, pode ser a última pista que ele terá para conseguir definir a equipe titular antes que o Campeonato Brasileiro acabe. Em busca do time ideal, ele ainda esbarra na necessidade de vencer para sonha com a conquista do hexacampeonato. Por isso, nada melhor que se espelhar na partida contra o Palmeiras para tentar uma vitória contra o Cruzeiro, domingo, às 17h, no Mineirão.
Contra o Palmeiras, Caio colocou uma formação que deu frutos. Bruno, Jailton, Ronaldo Angelin, Fábio Luciano, Leonardo Moura, Airton, Kleberson, Ibson, Juan, Marcelinho Paraíba e Obina ainda não tinham entrado em campo juntos como titulares no Brasileiro.
Pode até ser que o técnico não consiga ter o mesmo sucesso com a formação, ainda mais jogando na casa do adversário, mas o meia Kléberson acredita que a história possa ser parecida.
– Temos um grupo de qualidade. É possível repetir a atuação que fizemos contra o Palmeiras. Basta entrarmos em campo com o mesmo discurso de união – ponderou o meia.
A verdade, porém, é que o Flamengo só conseguiu ter vida fácil na partida quando começou a encaixar os contra-ataques no segundo tempo. A entrada de Toró no lugar de Marcelinho Paraíba, por exemplo, deu mais segurança ao meio-campo e liberou Kleberson e Ibson para atacar.
– Durante a semana, treinamos muito a mudança de lado. A entrada do Toró liberou a gente para atacarmos. Foi um dos motivos da boa atuação – explicou Kléberson.
Caio Júnior concorda. Para ele, Ibson fica muito sobrecarregado quando tem que acumular funções de marcação e ataque.
– O Ibson sofre quando joga pelo lado esquerdo porque precisa cobrir o Juan. Pelo lado direito, ele ficou mais livre porque o Leonardo Moura estava mais preso – disse.
O treinador ainda comemorou a semana inteira de trabalho que teve para montar o time. Sem jogos no meio da semana, Caio acredita que tem conseguido mudar o time nos treinamentos.
– Melhoramos o posicionamento do contra-ataque, do Marcelinho Paraíba e do Ibson. Além disso, contamos com a atuação inspirada de Kléberson – comentou o treinador.
Apesar de ter sido uma das principais peças em campo e muito elogiado pelo técnico, Kléberson prefere manter o discurso humilde e não assumir o posto de titular. Sem conseguir manter uma seqüência de boas partidas na temporada, ele foi o responsável pela vitória pelo segundo jogo consecutivo.
Na rodada anterior, quando o Flamengo venceu o Botafogo por 1 a 0, já havia feito a jogada que originou o pênalti, que ele mesmo cobrou.
– Eu senti muito o ano inteiro que fiquei parado, talvez isso tenha atrapalhado a minha adaptação aqui – avaliou o jogador.
Juan preocupa
Os jogadores se reapresentaram na manhã desta terça-feira, na Gávea, e fizeram um treinamento físico na piscina do clube. Sambueza foi o único desfalque, pois estava na Argentina resolvendo problemas particulares. Ibson aproveitou o dia de sol para brincar com o filho, Ibson Júnior, nas dependências do clube. Quem vai ter uma atenção especial da comissão técnica é Juan, que ainda sente dores na panturrilha direita.
– A gente está preparando o Juan para jogar os 90 minutos. Ele passará a semana em tratamento e será reavaliado na quinta-feira para saber se a dor é suportável. Enquanto isso, ele fará um programa físico com bicicleta, piscina e musculação, já que na semana passada ficou de repouso – disse o médico Marcelo Soares.
[23:43] - 18/11/2008 -
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