SÃO PAULO, 18 de novembro de 2008 - A volatilidade continuou guiando os negócios diante da perspectiva de recessão global. O dólar, depois de oscilar entre a mínima de R$ 2,285 e a máxima de R$ 2,332 terminou o dia em alta de 2,20%, vendido a R$ 2,327. Nem mesmo as atuações do Banco Central (BC) conseguiram segurar o câmbio.
A autoridade monetária colocou cerca de US$ 1,787 bilhão em contratos de swap cambial e mais US$ 1,155 bilhão em um leilão de linhas em moeda estrangeira destinadas às ACC´s nas transações de exportação com prazo de 1 ano.
Para o analista da corretora Socopa, Paulo Fujisaki, as intervenções do BC via leilões no mercado futuro ajudam a reduzir a volatilidade no câmbio e segurar oscilações mais bruscas da moeda. "O BC atua no futuro, alivia e pronto. Mas do modo como está agindo não coloca efetivamente os dólares no mercado. O que faz é não deixar o mercado cair em desespero", avalia Fujisaki.
Segundo o analista, diante do quadro de incertezas, as projeções de que o dólar fecharia o ano abaixo de R$ 2 se distancia cada vez mais. "Não há indícios de que a crise vai aliviar até o final de dezembro. O pânico passou, mas os problemas com os créditos subprime e a economia real continuam", diz, prevendo o dólar em torno de R$ 2,10 no término do ano.
A declaração do presidente do Federal Reserve (Fed, BC dos EUA), Ben Bernanke, e do secretário do Tesouro, Henry Paulson, se referindo à melhoria no mercado de crédito também repercutiu sobre os negócios. Ambos comemoraram o sucesso das medidas já tomadas para a estabilização da economia e prevenção de uma crise ainda maior nos EUA e nos demais países desenvolvidos. Bernanke ainda sinalizou que enxerga sinais de que o mercado de crédito está melhorando.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
[17:25] - 18/11/2008