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RIO - Ministros do Meio Ambiente do Mercosul elegeram como temas prioritários para as agendas ambientais do bloco o combate à desertificação e ações de integração de políticas para gestão de resíduos sólidos especiais como pneus, pilhas e baterias. A decisão foi tomada na IX Reunião de Ministros de Meio Ambiente do Mercosul, hoje, no Rio de Janeiro.
No encontro, os ministros avaliaram os avanços da agenda ambiental no bloco e discutiram uma política comum de gestão ambiental de resíduos especiais e responsabilidade pós-consumo. - De 20 temas muito dispersos nós resolvemos concentrar em alguns que realmente os nossos países possam avançar em medidas concretas - explicou o ministro Carlos Minc.
A proposta apresentada pelo MMA na reunião, e aprovada pelos ministros e seus representantes, é de que o meio ambiente seja usado como fator de desenvolvimento econômico e não como entrave ao desenvolvimento.
- Nosso esforço é mostrar para os ministros da área econômica, fazendária, que o meio ambiente ajuda. Ele pode captar, ele pode melhorar a indústria limpa e não ser tratado como um obstáculo - defendeu Minc.
Segundo o ministro a decisão tomada na reunião do Rio deverá ser referendada na reunião do Conselho do Mercosul que será realizada em dezembro, na Bahia. - Além do Brasil, Argentina e Paraguai têm problemas de desertificação e em relação ao clima, hoje em dia, nós podemos trabalhar juntos para reduzir emissões, fazer uma integração de ações - disse o ministro.
No final da manhã foi apresentado o relatório Geo Mercosul: Integração, Comércio e Ambiente, que mostra como o comércio e a integração regional desempenham um papel decisivo em relação aos recursos naturais assim como aos ecossistemas e às bioregiões, em área coberta por alguns dos países que formam o acordo do Mercado Comum do Sul.
- O relatório analisa de que maneira o comércio internacional pressiona a extração de recursos naturais e indica que é preciso explorá-lo de maneira sustentável para que se possa garantir recursos no futuro - explicou a representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente no Brasil (Pnuma), Cristina Montenegro.
O relatório Geo Mercosul oferece, pela primeira vez, uma análise sobre as relações entre comércio e o processo de integração regional, e sua dimensão ambiental. O estudo retrata a situação na Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, tendo como foco as estreitas relações entre os principais fluxos de comércio exterior e suas implicações ambientais, as negociações multilaterais e seus efeitos em promover ou inibir o desenvolvimento sustentável, e as respostas institucionais.
Elaborado pelo Pnuma, o levantamento analisa esses cinco países que representam uma área de 12 milhões de km2, com uma população de mais de 250 milhões de pessoas e onde os bens primários obtidos da natureza constituem 60,5% do total das exportações, gerando aproximadamente 105 milhões de dólares, segundo valores de 2004.
[16:02] - 14/11/2008 -
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