Mike Collett-White , REUTERS
LONDRES - A cada novo filme de James Bond, mais um debate sobre o papel das mulheres na franquia que já dura anos.
No recém-lançado 007 - Quantum of Solace, a personagem de Olga Kurylenko, Camille, foi descrita como modelo de mulher para contracenar com o 007 de hoje: forte, independente e moderna.
Ela divide o pôster do filme com James Bond, cumpre uma missão perigosa própria e, diferentemente da maioria das Bond girls, não acaba na cama com o agente secreto fictício.
Mas nem todos ficaram bem impressionados. Vários críticos acharam que deveria haver mais sexo no filme. Sites de fãs argumentaram que a maioria das Bond girls, incluindo Camille, tem pouca importância para a trama e para a popularidade dos filmes.
A revista Rolling Stones tachou Camille de "a Bond girl menos interessante" da série.
O papel das mulheres nos filmes de James Bond é discutido desde que a franquia de 22 filmes começou, 46 anos atrás. Elas já foram descritas de várias formas, desde vítimas seminuas de um superespião misógino até ícones feministas.
A produtora de filmes Bond Barbara Broccoli recentemente descreveu como "progressistas" algumas das primeiras Bond girls, que tinham carreiras e eram predadoras sexuais. Enquanto isso, a escritora feminista Fay Wheldon foi citada como tendo dito: "Esses filmes foram tentativas feitas por homens de manter as mulheres em seu lugar e garantir que elas continuassem a passar as camisas deles".
A ucraniana Olga Kurylenko acha que Camille difere das Bond girls anteriores.
- Ela é muito forte, quase igual ao Bond, muito independente, tem sua missão própria, disse à Reuters atriz que completa 29 anos esta semana.
Os fãs da série dizem que as Bond girls tendem a refletir os tempos em que aparecem. Tom Buxton, do site de fãs http://www.mi6.co.uk, comentou:
- Foi apenas em 1973 que Bond foi visto tendo um relacionamento inter-racial. Nos anos 1980, quando a preocupação com a epidemia de Aids estava no auge, houve um esforço consciente para amenizar as conquistas de Bond. Foi preciso esperar 35 anos para a Bond girl principal ser asiática.
Mas Graham Rye, editor da 007 Magazine e autor de The James Bond Girls, acha que Vésper Lynd, representada por Eva Green no primeiro filme de Daniel Craig como Bond, é uma personagem muito melhor que a de Camille.
-Acho que a história de Cassino Royale, em que Bond se apaixona por Lynd e ela por ele, vai agradar às mulheres mais do que um filme em que ele só transa três ou quatro vezes, acredira Rye.
[14:33] - 13/11/2008 -
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