RIO

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Jandira Feghali é a nova secretária de Cultura

Carlos Braga, JB Online

RIO - O prefeito Eduardo Paes anunciou no início da tarde desta quinta-feira, no gabinete de transição na Fundação Getúlio Vargas, que Jandira Feghali, que foi candidata à prefeitura pelo PC do B, será a nova secretária de Cultura.

No momento da apresentação, Paes disse que a Cultura vai receber um grande incremento no orçamento. Esta seria uma das condições impostas por Jandira para aceitar o cargo. Jandira recebeu muito bem o convite de Paes e disse que a pasta tem a ver com a história dela e do partido.

- A marca de nossa gestão será a democratização da cultura - disse.

A nova secretária vai colocar em prática duas diretrizes: a cultura como geradora de desenvolvimento econômico e elemento de inclusão social. O objetivo é que o Rio volte a ser protagonista político e cultural.

Jandira aproveitou a nomeação para apresentar alguns projetos: o 'Lapa Legal' pretende cuidar da questão do esgoto, iluminação e segurança desde a Cinelândia ao Campo de Santana. Para isso ela pretende encontrar empresários locais e usar política de incentivo fiscal. A secretária também vai participar do núcleo de comando que vai revitalizar a área do Porto. Ficou determinado também que o Centro de Tradições Nordestinas, a secretaria de Patrimônio Histórico Cultural e o Centro Calouste Gulbenkian voltarão ao controle da Cultura.

Guarda Municipal e Ordem Pública

Mais cedo, Paes já havia anunciado o novo comandante da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, que será o coronel Ricardo Pacheco, comandante do 12º BPM (Niterói). Ele também informou que o delegado Carlos Oliveira, titular da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE) assumirá a subsecretaria da Ordem Pública.

Os dois foram anunciados pelo Secretário de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, que disse que antes de aumentar o efetivo da Guarda, que conta com 5.400 agentes, ele fará uma análise da situação atual.

- Isso é achismo, mas tenho impressão de que há muitos guardas tomando conta de prédios. Eles devem voltar para as ruas - explicou o secretário.

Bethlem preferiu não anunciar nenhuma medida concreta para a Guarda, mas prometeu mantê-la estatutária em vez de seletista. Segundo o secretário, isso facilitaria a integração da guarda na política de segurança, já que poderá assumir funções que não exerce hoje, como notificar estabelecimentos comerciais que invadem as calçadas.

Quanto ao uso de armas de fogo pela Guarda, Bethlem e Paes se mostraram contrários, mas estudam o uso das armas não-letais.

- Em pleno século XXI não é compreensível que para disperar uma aglomeração um guarda tenha que dar uma cassetada. Há novas tecnologias que podem ser usadas - disse Bethem.

O novo chefe da Guarda Municipal, Ricardo Pacheco, disse que a prioridade é a integração com as forças de segurança do Estado e o combate aos pequenos delitos que causam sensação de insegurança, como a falta de iluminação, os furtos cometidos por menores e a população de rua.

[13:08] - 06/11/2008