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RIO - As aventuras do detetive particular Cid Espigão estão de volta no mais novo romance do escritor e cineasta gaúcho Tabajara Ruas. Detetive sentimental , que marca três décadas de literatura do autor, traz um universo que mescla recursos cinematográficos, história em quadrinhos, ficção científica e romance noir em uma aventura inusitada. Chega às livrarias nesta sexta-feira, pela editora Record.
Autor de romances publicados e premiados no Brasil e em mais de dez países, como O fascínio , Perseguição e cerco a Juvêncio Gutierrez e Netto perde sua alma , adaptado para o cinema em 2001, o escritor apresentou seu pesonagem-detetive em seu romance de estréia, A região submersa, de 1978.
Cid Espigão faz o tipo casca grossa: não é nada erudito, faz hipóteses como um concurso de soletração e tece teorias metafísicas para um copo d'água. Um homem de vida dura mais do que durão. Sentimental, poético, querendo ajudar enquanto muitos só pensam em negociar. Não tem onde cair morto e, por isso, não morrerá tão facilmente. A pobreza é uma espécie de escudo. Em Detetive sentimenal, a cidade de Porto Alegre surge como cenário e testemunha de crimes e acidentes. Assim que Espigão conhece Cisco Maioranos Júnior, um mexicano filho de latifundiário do Mato Grosso, é seqüestrado por uma seita de mulheres carecas e preso nos esgotos de um viaduto. Escapa de uma ninhada de ratos e da gula de jacarés. O protagonista termina contratado por Cisco para entender o caso e anular a perseguição. O emprego tem preferência, não importam os perigos. O leitor fica curioso para descobrir o que elas querem e de onde são.
Tabajara Ruas tem livros de ensaios, contos e seis romances publicados no Brasil e traduzidos para 11 países. É roteirista de 10 longas-metragens, dirigiu Netto perde sua alma , Brizola tempos de luta e As cartas do domador.
[13:54] - 29/10/2008