ECONOMIA

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Petrobras fica no Equador só com acordo mútuo

RIO DE JANEIRO, 7 de outubro de 2008 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Petrobras poderá sair do Equador se a empresa e o governo daquele país não chegarem a um acordo. E o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a empresa não aceitará se tornar prestadora de serviço naquele país. Os problemas envolvem a exploração de dois campos de petróleo e um oleoduto da companhia brasileira no Equador, mas, tanto Gabrielli quanto Lula avaliam que o conflito é menor do que aparenta.

"Estamos dizendo que não podemos aceitar esse contrato de prestação de serviços", afirmou Gabrielli. Segundo ele, a Petrobras, a estatal Petroequador e o governo daquele país discutem as condições e as "diferenças de interpretação" das atividades no bloco 18. No bloco 31, já houve um acordo, conforme revelou o executivo. Falta resolver ainda "a situação" do óleoduto de óleo pesado, no norte do Equador, no qual a Petrobras atua em parceria com outras empresas. "É uma negociação normal, com conflito de interesses. Mas são negociações que estão em andamento."

(Sabrina Lorenzi - Gazeta Mercantil)

[18:53] - 07/10/2008