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LONDRES - O cargueiro espacial automático Júlio Verne, que foi lançado no dia 9 de março levando provisões e combustível para a Estação Espacial Internacional (ISS), se desintegrou na sua reentrada na atmosfera terrestre como estava previsto. O veículo penetrou na atmosfera a 120 km de altitude em cima do oceano pacífico e foi-se desintegrando até desaparecer aos 75 km de altitude. Destroços do cargueiro caíram no oceano, segundo informou a Agência Espacial Européia (ESA).
O veículo esteve acoplado à ISS por cinco meses fornecendo alimentos, trajes, peças de reposição e equipamentos como o que foi utilizado para aumentar a órbita da Estação.
A última missão da Júlio Verne antes de separar-se da ISS foi retirar da Estação 2,5 toneladas de resíduos.
- Esta missão constitui um novo avanço excepcional em um ano cheio de acontecimentos para os programas dos vôos habitados da ESA - afirmou a diretora das missões espaciais da Agência, Simoneta di Pippo.
Segundo a diretora, junto ao laboratório Columbus, o Júlio Verne mostra a maturidade européia em matéria de construção, lançamento e de controle de uma infra-estrutura espacial.
- A Europa deu um novo passo no desenvolvimento de uma capacidade que permitirá colocar em órbita carga e astronautas e trazê-los de volta à Terra, e que contribuirá para definir o futuro dos vôos espaciais habitados, desde a ISS até as futuras atividades de exploração -argumentou.
O sucessor do Júlio Verne está sendo fabricado atualmente na planta industrial do EADS Astrium em Bremen, na Alemanha.
[13:27] - 29/09/2008