ECONOMIA

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Incertezas no mercado faz índice despencar 6,74%

SÃO PAULO, 17 de setembro de 2008 - O mercado acionário brasileiro ainda digere notícias corporativas ruins vindas do front externo. Os investidores estão temerosos com a possibilidade de que uma onda de novas concordatas possa vir a assolar o mercado mundial. Ao final dos negócios, a bolsa brasileira registrou queda de 6,74%, aos 45.908 pontos. O giro financeiro somou R$ 7,45 bilhões.

´Vejo o resquício dos últimos dias ainda refletindo o movimento de hoje no mercado doméstico. Os investidores ainda estão digerindo as notícias ruins. Além disso, eles esperam para ver se haverá mais algum grande banco possa vir a quebrar nos próximos dias´, afirma Cristiano Souza, economista do Banco Real.

Antes do fechamento dos negócios, a bolsa brasileira reduziu as perdas registradas durante o pregão de hoje. A recuperação de algumas commodities no mercado internacional como petróleo e industriais influenciou a redução desse movimento, que poderia ter sido maior.

Mesmo com a recuperação do preço do petróleo no cenário externo, os papéis da Petrobras não se sustentaram durante a sessão. O preço da matéria-prima avançou mais de US$ 5 o barril, com os investidores se protegendo na commodity. As ações preferenciais e ordinárias da estatal petrolífera finalizaram o dia com desvalorização de 4,79% e 4,62%, respectivamente. No mesmo sentido, os papéis preferenciais da TAM e da GOL encerraram a sessão em baixa de 9,22% e 13,09%, respectivamente, repercutindo a valorização do petróleo.

Ainda no âmbito corporativo externo, os resultados trimestrais do Morgan Stanley não foram suficientes para sustentar as ações do banco de investimento norte-americano. A instituição financeiro registrou lucro líquido de US$ 1,42 bilhão no terceiro trimestre de 2008, vindo acima das expectativas do mercado. Porém, no final do pregão, em Wall Street, os papéis despencaram 24,22%.

´Até que se tenha claro que nenhum outro banco vai quebrar, o mercado deve continuar tenso. Esse movimento ainda vai demorar alguns dias e a aversão ao risco se intensificará nas próximos semanas´, fala Cristiano Souza.

Sem destaques positivos no índice brasileiro, além dos papéis da Petrobras, dentre as 66 ações que compõem o Ibovespa, os principais destaques negativos foram Rossi Residencial ON (-16,62%), Brasil Telecom PN (-14,02%) e Telemar ON (-12,52%).

O Ibovespa com vencimento em outubro registrou queda de 6,25%, a 46.500 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

(Déborah Costa - InvestNews)

[18:14] - 17/09/2008