ECONOMIA

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Alívio é passageiro e índice despenca mais de 6%

SÃO PAULO, 17 de setembro de 2008 - O alívio dos investidores devido ao resgate da seguradora American International Group (AIG) durou pouco na primeira etapa dos negócios. Após 30 minutos da abertura dos negócios a BM&FBovespa operava em baixa de quase 2,50%. Isso porque os investidores temem que a crise se alastre por todo o sistema financeiro. Há pouco, o índice acionário brasileiro registrava desvalorização de 6,30%, aos 46.128 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,81 bilhões.

Ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciou um empréstimo de US$ 85 bilhões para salvar a seguradora norte-americana AIG. Mesmo com a notícia, tanto o índice acionário brasileiro como as principais praças acionárias despencam com o mau humor instalado no mercado com a possibilidade de que outras instituições apresentem resultados negativos.

´O risco-país está subindo forte em países emergentes devido ao momento de aversão ao risco, o momento de liquidez está acabando, o que influencia o movimento. Os investidores estão com medo que a crise afete o mundo inteiro, inclusive o Brasil´, afirma Fabio Amaral Lemos, trader de renda variável da Gradual Corretora.

Nem mesmo os resultados financeiros do terceiro trimestre fiscal de 2008 do banco de investimento norte-americano, Morgan Stanley - que vieram acima do esperado pelo mercado - foram suficientes para uma recuperação dos principais índices acionários. O banco registrou lucro líquido de US$ 1,42 bilhão (US$ 1,32 por ação), frente aos US$ 1,47 bilhão (US$ 1,38 por ação) reportado em igual período do ano anterior.

No sentido oposto, o preço do petróleo no mercado internacional reduz os ganhos registrados no início da manhã, mas mesmo assim opera em alta. A divulgação dos estoques de petróleo - que recuam em 6,3 milhões de barris na última semana - e a notícia de que uma estação da Shell foi destruída na Nigéria mexem com as cotações do barril de petróleo. A recuperação do preço da matéria-prima não foi suficiente para sustentar os papéis preferenciais da Petrobras, que há pouco, operavam em queda de 4,28%.

´Com o mercado tenso do jeito que está qualquer notícia negativa terá peso maior do que qualquer outra positiva´, destaca Fabio Amaral Lemos.

Além destes papéis, dentre as 66 ações que compõem o Ibovespa, os principais destaques de alta foram Souza Cruz ON (+1,56%), Perdigão ON (+1,18%) e Sadia PN (+0,29%). Já entre as três maiores desvalorizações estiveram Rossi Residencial ON (-11,25%), Lojas Americanas PN (-10,15%) e B2W Varejo ON (-9,98%).

O Ibovespa com vencimento em outubro registrou queda de 4,83%, a 47.200 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

(Déborah Costa - InvestNews)

[13:17] - 17/09/2008