Marli Moreira, Agência Brasil
BRASÍLIA - Uma agitação alegre e colorida para reivindicar o fim de problemas que atingem milhares de brasileiros no dia-a-dia, como a falta de comida, de moradia e de trabalho, além de outras mazelas sociais. Assim foi a 14ª edição do Grito dos Excluídos, realizada neste domingo em São Paulo.
Na capital paulista, o evento reuniu lideranças de movimentos sociais , artistas e ativistas políticos. Eles defendem os direitos dos moradores de rua, portadores de deficiência, negros, índios, entre outros segmentos sociais.
O ato foi antecedido por uma missa na Catedral da Sé. Por volta das 9h, sob o som de um trio elétrico e com bandeiras e cartazes, os manifestantes começaram o ato em frente à catedral. Depois de alguns pronunciamentos, o grupo saiu em passeata rumo ao Monumento da Independência, no bairro do Ipiranga.
- Nosso lema é a vida em primeiro lugar - disse Paulo Sérgio Negrine, da Pastoral Operária. Ele apontou que os avanços sociais têm sido realizados sob a opressão.
- Os movimentos, muitas vezes, têm sido reprimidos, como é o caso dos [Trabalhadores Rurais] Sem Terra - disse, referindo-se ao MST. Também incluiu nessa condição os moradores de rua.
- Os movimentos estão sendo criminalizados ou discriminados - queixou-se.
O catador de material reciclável Anderson Lopes Miranda falou em nome dos moradores de rua. Segundo ele, o país já tem mais de 100 mil pessoas morando na rua.
- Queremos gritar contra a exclusão - disse.
Ações contra a violência e melhores condições de atendimento para quem vive nas ruas deveriam ser medidas essenciais nas políticas públicas, disse Miranda.
- Faltam banheiros públicos e somos, frequentemente, agredidos - reclamou, lembrando o massacre ocorrido, em 2004, na região central de São Paulo, em 2004, quando sete pessoas foram assassinadas.
[19:43] - 07/09/2008