ECONOMIA

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Rio cria 12 mil empregos no ano

Eloisa Leandro, Jornal do Brasil

RIO - A indústria fluminense gerou 12 mil postos de trabalho nos sete primeiros meses do ano. Só em julho, registrou aumento de 5,2% vagas em relação ao mesmo mês do ano passado.

Durante todo o ano de 2007, o Estado criou 19 mil empregos. No entanto, o resultado animador contrapõe com o crescimento do faturamento da indústria do Rio, comparado ao nacional. Com aumento de 7,71%, o setor fluminense não acompanhou o registrado no país, de 9%.

Os dados regionais divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e nacionais, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), comparam com o mesmo período de 2007. A Firjan pesquisou 16 setores, enquanto a CNI, 19.

Apesar da ligeira queda do setor, industriais do Rio permanecem otimistas quanto à economia do país. Os indicadores da Firjan apontam uma continuidade no crescimento do setor. Não foi só o emprego que cresceu no Estado, mas também a massa salarial que subiu 0,17% em junho.

Na comparação com julho de 2007, o resultado é ainda melhor: 9,09%.

– Os industriais estão otimistas, caso contrário não estariam contratando, já que estas decisões são tomadas no longo prazo. Para os sete primeiros meses o resultado é muito animador, comparando que em 2007 foram gerados 19 mil empregos – avalia a diretora de Desenvolvimento Econômico da Firjan, Luciana de Sá.

O estudo mostrou que o aumento da taxa básica de juros (Selic) não afetou a indústria fluminense. Porém, a projeção para os próximos meses espera uma desaceleração até o fim do ano.

– A economia do Rio está com gás, mas ainda aguardamos uma redução no índice de crescimento da indústria – comenta Luciana Sá, ao ressaltar que a previsão é que a desaceleração acompanhe as metas do governo, de conter o consumo para reduzir a inflação.

Destaques

Dos setores analisados pela pesquisa, cinco se destacaram no faturamento. Os resultados mais positivos ficaram com alimentos e bebidas (15,13%), edição e impressão (12,04%), borracha e plástico (9,19%), refino, combustível nuclear e álcool (8,78%), e veículos automotores (8,50%).

Os dois primeiros colocados foram impulsionados pela safra de cana-de-açúcar e pelas eleições, respectivamente. O resultado se refere ao comparativo de junho e julho. Já nos últimos 12 meses, os recordes foram para máquinas e equipamentos (60,42%), edição e impressão (52,33%) e minerais não metálicos (40,40%).

Quanto ao grau de ocupação os melhores desempenhos ficaram com os setores de equipamentos de transporte (25,53%), máquinas e equipamentos (15,33%), produtos de metal (12,80%) e material eletrônico e comunicação (12,14%).

No sentido contrário, dois setores apresentaram baixo desempenho no mês, com grau de ocupação menor que 70%: material eletrônico e comunicação (64,90%) e produtos químicos (62,14%).

– Esses setores apresentaram dificuldades por causa da competitividade – acredita Luciana.

Os índices mostram que três setores elevaram a massa salarial: produtos químicos (4,67%), alimentos e bebidas (3,97%) e produtos de metal (2,38%). No percentual de horas trabalhadas, 14 setores tiveram expansão. Veículos automotores (10,19%) e Produtos de Metal (9,24%) foram os mais relevantes.

[00:31] - 04/09/2008