RIO

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Procurador confirma exploração de prostituição infantil pela milícia

Júlia Moura, JB Online

RIO - A exploração de prostituição infantil pela milícia que atua na Gardênia Azul, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, foi confirmada nesta quinta-feira pelo o procurador de Justiça Antônio José Campos Moreira, do Ministério Público estadual (MPE), que prestou depoimento à CPI das Milícias nesta tarde. A denúncia foi divulgada nesta quinta pelo jornal O Globo.

De acordo com o procurador, a população insatisfeita com o caso denunciou ao Ministério Público, que agora investiga sob segredo de Justiça, como estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por se tratar de crianças envolvida. Segundo Antônio José crianças de 10 a 14 anos estão sendo prostituídas na região.

O envolvidos podem ser denunciados por exploração sexual, podendo cumprir pena de quatro a dez anos de prisão. A promotora Márcia Velasco já foi convidada a prestar esclarecimentos à CPI das Milícias e se prontificou a mandar informações de todas as milícias de Jacarepaguá, de acordo com o presidente da comissão, deputado Marcelo Freixo (Psol).

- Essa informação da prostituição infantil é algo novo mas que mostra de barbárie e busca de lucro a qualquer preço – disse Freixo.

Ainda segundo o procurador a milícia “está ganhando corpo e força há uns 5 anos” e como toda organização criminosa ganha força através do poder econômico e político.

- O político não forma a milícia, pelo contrário. O processo é inverso, a milícia é que forma o político – disse o procurador. Durante os depoimentos colhidos pela comissão com dados do MP e da Polícia Civil os vereadores Luiz André Ferreira da Silva, o Deco (PR), e Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, do DEM, além do ex-deputado estadual, Natalino Guimarães, preso no mês passado por formação de quadrilha foram citado com envolvimento com as milícias do Rio.

O procurador falou ainda que chegaram denúncias ao MP de que pessoas de determinadas comunidades (não reveladas por se tratar de uma investigação) estão sendo coagidas a tirarem fotos no dia das eleições. A exigência seria uma forma da milícia controlar quem da comunidade cumpriu sua ordem. Há uma resolução do Tribunal Superior Eleitor (TSE) que proíbe o uso de aparelhos celulares dentro das sessões eleitorais, mas não impede o eleitor de entrar na cabine de votação portando o aparelho.

- Acredito que através de um movimento, feito pela população e pela imprensa, o TSE possa proibir a população de portar o aparelho celular na hora do voto – conclui procurador de Justiça Antônio José Campos Moreira.

[17:26] - 28/08/2008

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