ECONOMIA

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Produção paulista é destaque no Brasil, diz Fiesp

SÃO PAULO, 28 de agosto de 2008 - A indústria de transformação paulista está se destacando com relação a outras regiões brasileiras. A avaliação é do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. "Apesar de ter revelado um crescimento menor em julho, frente agosto, o Indicador de Nível de Atividade (INA) continua mostrando vigor e confirmando o otimismo dos empresário", disse.

Em julho, o INA cresceu 1,4% em relação a junho, quando houve alta de 3,4% (dado revisado) - descontados os efeitos sazonais. Sem ajuste, o INA cresceu 2,8%, a melhor taxa para mês de julho desde 2004.

Segundo Francini, embora tenha apresentada algumas quedas mensais, no geral o indicador vem mostrando uma tendência de crescimento. "Enquanto a indústria paulista avança a uma taxa em torno de 9%, o resto do País cresce aproximadamente 5%", afirma o diretor, com base em dados da própria Fiesp e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Francini destaca que São Paulo representa quase 43% da produção industrial do Brasil. "Em um período mais recente a indústria paulista mostra evolução diferente do restante do País. Enquanto houve queda em outros locais, São Paulo manteve o desempenho positivo". No primeiro semestre de 2008, o INA acumula alta de 8,9% - o melhor patamar para o perído desde 2004.

Em julho, o destaque foram as fábricas de Celulose, Papel e Produtos de Papel que registrou crescimento de 3% - sem ajuste sazonal - frente junho. Em relação a igual mês de 2007, houve aumento de 22,7%. "É um setor que vai indo bem, devido aos preços e ao aumento das exportações", analisa o diretor da Fiesp.

No mesmo sentido, vale destacar o desempenho do setor de Edição, Impressão e Reprodução de Gravações que avançou 10,1% em julho, contra junho, e expandiu 14,6% na comparação com igual mês de 2007 - sem ajuste. "Embora não tenha muito peso para o INA, o setor mostrou uma melhora no desempenho por conta da corrida eleitoral que demanda muita divulgação dos candidatos e, consequentemente, das empresas deste segmento", acredita Francini.

Do outro lado, a fabricação de Produtos Químicos, Petroquímicos e Farmacêuticos, que vem sofrendo com a queda das exportações (-30%) e a aceleração das importações (+12%), registrou nível de atividade de 0,6% em julho, se comparado a junho, e de 4,1% ante o mesmo mês de 2007 - sem ajuste sazonal. "Esse setor está no papel de sofredor, pois vem sendo prejudicado pela desvalorização do dólar frente o real", disse o economista.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)

[15:33] - 28/08/2008