Carolina Bellei, Jornal do Brasil
RIO - Depois de quatro meses fechado, o Parque Peter Pan – localizado na esquina da Rua Francisco Sá com Raul Pompéia, no Posto 6 de Copacabana – será reaberto nesta quinta-feira. O contrato de transferência da administração da área de lazer da Cedae para a prefeitura, por 10 anos, foi assinado nesta quarta-feira pelo prefeito Cesar Maia, que garante que a Comlurb fará a limpeza do local para que volte a ser freqüentado.
O problema é que em abril, o presidente da Cedae, Wagner Victer, alegou que o parque estava fechado porque os brinquedos não eram seguros para serem usados por crianças e estavam fora dos padrões seguidos atualmente. Embora nenhuma modificação tenha sido feita, o Parque Peter Pan voltará a ser disputado por crianças de todas as idades, a diferença é que a responsabilidade passou para o Município.
Questionado sobre o projeto de segurança do parque, o prefeito respondeu por e-mail que um guarda municipal ficará na área. A Comlurb, que será responsável pela Peter Pan, informou que apenas depois da recuperação do local é que será feito o projeto de revitalização, e ainda não há previsão para início das obras.
O primeiro passo será fazer um levantamento do que pode ser aproveitado, restaurado e modificado, e somente depois é que seria realizada a licitação para contratar a empresa que realizará as reformas.
Segurança preocupa
Os freqüentadores gostaram de saber que terão o parque que abrigou diferentes gerações de volta, mas ficaram preocupados com a segurança das crianças.
– O local foi fechado porque não era seguro e depois de quatro meses vão reabrir sem nenhuma modificação? Não dá pra entender – argumenta a comerciante Carolina Moura, que costuma levar os filhos de 5 e 8 anos ao Peter Pan.
Ao decidir fechar o local, Victer alegou que alguns brinquedos, com mais de dois metros, contrariam regras atuais de segurança. Ele disse que, quando o parque foi construído, na década de 70, não existiam regras de segurança em brinquedos. E por isso, a área de lazer foi interditada.
– Essas regras atualmente são extremamente rigorosas, então é preciso praticamente reconstruir – alegou Victer. – A prefeitura, que tem competência para tal, pode fazer essa parceria.
Cesar resolveu adotar a praça depois que uma matéria do Jornal do Brasil mostrou que os moradores do bairro e freqüentadores estavam preocupados e insatisfeitos com o fechamento. Na época, especulava-se sobre a possível venda do terreno. Foi então que o prefeito propôs, em resposta a e-mail da equipe do JB, que a prefeitura assumisse a administração, o que foi prontamente aceito pelo presidente da Cedae, Wagner Victer.
Pelo contrato, a Prefeitura vai se responsabilizar pelos investimentos necessários para colocar os brinquedos nos padrões de segurança exigidos atualmente e manutenção da limpeza no local.
[23:15] - 27/08/2008