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RIO - Alessandro Molon, candidato do PT à prefeitura do Rio de Janeiro, criticou nesta última sexta-feira, após deixar o Tribunal de Contas do Município - TCM, onde ouviu uma exposição, a portas fechadas, sobre as contas do município, a falta de articulação da Prefeitura do Rio, na gestão de Cesar Maia, com os governos federal e estadual.
Molon tomou conhecimento, no TCM, de que a Secretaria Municipal de Saúde deixou de arrecadar cerca de R$ 12 milhões por não cadastrar alguns de seus pacientes em programas federais.
- É inaceitável que a população carioca não possa contar com mais esse recurso do Ministério da Saúde, voltado para os programas de combate à tuberculose, ao tratamento pré-natal e da saúde mental. O Rio era para ter recebido, além do dinheiro, equipamentos para esses projetos, e não recebeu por falta de cadastro nos programas federais. Um total descaso - comentou Molon.
De acordo com o candidato do PT, o Rio sofreu muitos prejuízos financeiros por causa da má administração de seus recursos. Ele disse que a cidade aplica mal e sem planejamento prévio.
- Em 2007, a prefeitura não gastou com educação nem o mínimo previsto e garantido pela Constituição. Nós vamos priorizar a educação e a saúde na cidade do Rio de Janeiro, não só gastando o mínimo exigido por lei, mas aumentando os recursos nessas áreas - disse Molon.
Molon classificou de absurdo o fato de as obras da Cidade da Música, que se iniciaram com uma previsão de gastos de R$ 97 milhões, estarem estimadas hoje em mais de R$ 500 milhões. “É um transatlântico estacionado”, disse.
Sobre os gastos com as construções para o Pan-Americano, foi bastante duro em suas criticas.
- O legado do Pan-Americano deveria ser na mudança da vida dos moradores da região, e não simplesmente pela obra. O estádio Olímpico João Havelange, por exemplo, custou R$ 395 milhões, e o acesso continua muito ruim. Conversei com moradores da região e ouvi muitas reclamações, inclusive de que o equipamento não tem qualquer uso social. É inacreditável que os equipamentos continuem inacessíveis depois de tanto investimento. Para isso, é necessário uma política de transporte, coisa que não passou pela cabeça do prefeito - completou Molon.
[09:14] - 23/08/2008