PAÍS

publicidade

Brito: áreas de atuação de milícias serão mapeadas

Portal Terra

CUIABÁ - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Augusto Ayres de Brito, afirmou que as áreas de atuação dos traficantes e milícias no Rio de Janeiro serão mapeadas. Brito disse, durante o seminário Legalidade do Processo Político Eleitoral, realizado em Cuiabá (MT), que é um desafio nessa eleição o combate aos dois segmentos que se apossam dos votos, prometem a venda de currais eleitorais e querem se tornar aparelhos do Estado.

- Iremos conjugar as Forças Armadas, Polícia Federal e a Polícia Militar. Vamos mapear as áreas. Marquei um encontro com o ministro da Justiça, Tarso Genro, que será no meu gabinete no TSE, e tenho um encontro com o ministro da Defesa - comentou Brito.

O presidente do TSE ressaltou que autoridades de vários setores se unem para trabalhar em harmonia no combate aos traficantes e às milícias. - O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, irá ajudar no processo de mapeamento nas áreas do Rio de Janeiro sujeitas à ação delinqüente dos traficantes e milicianos. O presidente do TRE-RJ deu uma nota ontem, somando aos nossos esforços para uma coalizão administrativa, militar e policial. O governo do Estado do Rio de Janeiro também nos fez uma carta, dando as boas vindas da decisão do TSE de mobilizar todos os meio conduzentes à requisição de força militar - disse.

Brito afirmou ainda que o governo federal vai trabalhar na perspectiva de uma atuação eficaz.

- Não podemos nos render nesse estado extremamente preocupante. A Justiça Eleitoral tem o dever de assegurar a regularidade do processo eleitoral. O eleitor, a comunidade deve se sentir segura. Chefe de facção não é autoridade, não fala pelo Estado. O Estado vai assegurar às comunidades, aos eleitores e à imprensa a normalidade, a lisura, a transparência do processo eleitoral -disse, sem especificar quando as ações terão início.

Segundo o presidente do TSE, a Justiça Eleitoral tem o poder de requisitar as polícias, destacando que, onde houver um estado acentuado de anormalidade, transtornando o processo eleitoral, pode ser requisitada a força federal para atuar em combinação com as polícias estaduais.

[17:03] - 16/08/2008