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RIO - Eduardo Paes passou com louvor na sabatina promovida por estudantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC) na tarde desta quinta-feira.
Aluno do curso de Direito da instituição nos anos 80, o candidato da coligação Unidos pelo Rio (PMDB-PP-PSL-PTB) à prefeitura expôs os principais pontos de seu programa de governo e anunciou a criação do Pró-Técnico, bolsas de estudos nos moldes do programa Universidade Para Todos (ProUni), do governo federal, através do qual a prefeitura vai arcar com cursos profissionalizantes em instituições privadas para alunos de baixa renda.
- Oportunidades começam a surgir, como no Pólo Petroquímico de Itaboraí, onde deverão ser gerados cerca de 100 mil empregos. No entanto, a falta de mão-de-obra qualificada está fazendo com que tenhamos de trazer trabalhadores de outros estados. O Pró-Técnico é um investimento que a prefeitura fará na juventude para que essas oportunidades não sejam desperdiçadas no futuro – explicou Eduardo Paes, lembrando que um em cada seis jovens cariocas está desempregado.
Paes explicou que o Pro-Técnico vai funcionar em sistema de convênio com instituições do chamado Sistema S (Sesc, Senac, Senai e Sesi) e com escolas privadas. A iniciativa vai permitir que os jovens das comunidades possam se qualificar para que o Rio não precise importar mão-de-obra.
- Em comunidades como Manguinhos e Maré, por exemplo, há um sem número de jovens sem qualquer alternativa - acrescentou o candidato.
Bruno Cintra, de 25 anos, aluno do curso de Direito, perguntou a opinião de Eduardo Paes sobre o decreto da prefeitura que proíbe cursos comunitários de pré-vestibulares nas escolas da rede municipal.
- A prefeitura precisa ser o principal agente das políticas sociais e por isso deveria atrair os atores sociais que promovem essas iniciativas, disponibilizando equipamentos e recursos em vez de reprimi-las – declarou o candidato.
Clube Americano
Eduardo Paes também participou de almoço com 120 empresários no Clube Americano, no Centro, e destacou as potencialidades da cidade. O Rio, segundo Paes, tem a vocação de tornar-se a cidade global do Cone Sul, desde que o poder público trabalhe de forma planejada e integrada com atores econômicos.
- A grande agenda desta eleição é olhar o Rio na direção do futuro e esquecer questões que pertencem ao passado, como a perda da capital federal ou a fusão. Nada disso vai voltar atrás e a própria desfusão seria um péssimo negócio. A hora é de somar, de buscar uma identidade comum com o resto do estado – destacou.
Uma cidade global, na avaliação de Paes, precisa ter influência sobre o rumos do planeta, dispor de boa rede de transporte e telecomunicações, e ser um centro da tecnologia, da cultura e do entretenimento.
- A ação política da prefeitura é a que está mais próxima das pessoas e é a que mais pode proporcionar as condições para que o Rio confirme essa vocação – acentuou Eduardo Paes, que atribui as atuais mazelas da cidade nas áreas de saúde, educação e transporte às prioridades equivocadas e à política de isolamento que até então prevalecia no Rio de Janeiro.
[22:16] - 14/08/2008