JB Online
RIO - O Ministério Público Federal solicitou nesta quinta-feira, através da Procuradoria Regional da República, a prisão preventiva do ex-deputado estadual Álvaro Lins ao Tribunal Regional Federal.
Em maio, o ex-deputado estadual Álvaro Lins (PMDB) foi preso em flagrante por agentes da Polícia Federal na Operação Segurança Pública S/A, acusado de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e facilitação ao contrabando, entre outros crimes. Segundo a PF, Lins acumulou, nos últimos cinco anos, um rendimento incompatível com suas funções. Além de Lins, o ex-governador e ex-secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, também foi acusado de integrar – como mentor político – a quadrilha armada. Na mesma ação, também foi preso o delegado Ricardo Hallack, que sucedeu Lins no comando da Polícia Civil.
Em escutas telefônicas, o grupo foi flagrado exigindo R$ 25 mil mensais do delegado da Delegacia de Meio Ambiente, Rafael Menezes. Em retaliação, Hallack conta a Lins que retirou as viaturas da delegacia, e afirma estar imitando "o mestre". Em seguida, Lins ligou para Garotinho, que demonstrou irritação com o episódio. Um ano antes, em outra operação, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Lins. Na ocasião, policiais ligados ao gabinete do deputado foram presos.
Delegado licenciado desde 2006, Lins poderá ainda ser expulso da Polícia Civil devido a dois processos administrativos na Corregedoria Geral Unificada, da Secretaria de Segurança. O processo foi iniciado em abril do ano passado para investigar o grupo dos inhos, policiais amigos de Lins que o ajudavam no loteamento de delegacias e envolvimento com caça-níqueis.
O deputado Renato de Jesus (PMDB), suplente de Álvaro Lins, teve o mandato efetivado logo após a cassação. O deputado, que está em seu quarto mandato no Legislativo fluminense, esteve nesta quinta-feira na Assembléia Legislativa do Rio para tomar posse. Lins entregou hoje à Alerj o carro oficial que estava em seu poder.
[18:26] - 14/08/2008