ELEIÇÕES 2008

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Vereador pede proteção à Polícia Federal após atentado

Pedro Vieira, Jornal do Brasil

RIO - O vereador Alberto Salles (PSC) pediu nesta quarta-feira proteção à Polícia Federal, alegando correr risco de vida desde que Marcelo Silva, seu assessor e segurança, foi baleado na Via Dutra, por volta de 23h da última terça-feira, quando saía de um centro social do parlamentar, na Pavuna. Silva estava no carro quando recebeu os disparos de duas pessoas que passavam numa moto. Em seguida, foi socorrido por um carro de bombeiros e levado para o hospital Getúlio Vargas, na Penha (Zona Norte). Os atiradores fugiram sem ser identificados. Segundo Alberto Salles, tudo indica que o caso foi uma tentativa de execução.

– O Marcelo Silva é uma das pessoas que mais andam comigo. Além de assessor, Silva é muito próximo a mim, tenho certeza que foi intencional, para me intimidar – afirma Salles, reconhecendo que o seu assessor esteve próximo da morte. – Ele escapou por pouco. Teve sorte porque arrancou com o carro e conseguiu fugir.

Na semana passada, o vereador denunciou ao TRE que traficantes da comunidade do Mundial, em Honório Gurgel, cobraram dele um fuzil para liberar sua campanha na região. Salles se negou e, desde então, afirma vir recebendo ameaças por telefone.

– Fui ameaçado algumas vezes, mas não acreditava muito e nem imaginava que teriam esta petulância. Depois do ocorrido, eu fiquei com medo – contou Salles, que lamenta não ter visto Silva, depois do atentado. – Não consegui visitá-lo ainda porque estou com medo de andar na rua. Vou de casa para a Câmara dos Vereadores e da Câmara para casa.

Para ter mais tranqüilidade, o vereador pediu à Polícia Federal que disponibilize escolta para ele. Porém, Salles não teve o retorno esperado.

– Falei com a delegada responsável, e ela pediu que eu fosse lá registrar o pedido. Ainda estou atordoado com a história e alguma atitude tem que ser tomada – criticou Salles, que acha que a situação da violência no Rio ficou banalizada. – Está difícil. Acham que isso tudo é normal e que é muito comum. É muito grave, isso sim.

Segundo o vereador, Marcelo Silva é bombeiro e está cedido pela Câmara dos Vereadores para trabalhar com ele como assessor e segurança. Ainda de acordo com Salles, o bombeiro foi atendido imediatamente, e liberado em seguida, porque a bala atravessou a coxa esquerda dele, causando menos danos à sua perna.

Acuado, o vereador isentou o governador Sérgio Cabral e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Para Salles, o problema com a violência é uma herança do passado.

– O Estado não pode consertar o que os governos anteriores fizeram de ruim – argumentou Salles, que defendeu o envio de tropas da Força Nacional para ajudar os candidatos nas eleições municipais deste ano.

[02:16] - 14/08/2008