RIO

publicidade

Testemunhas do caso Providência depõem através de videoconferência

JB Online

RIO - A Justiça Federal do Rio proibiu que a audiência das sete testemunhas que vão depor contra os miltares do Exército acusados de entregar três jovens do Morro da Providência a traficantes do Morro da Mineira, nesta quarta-feira, fosse aberta ao público e à imprensa. Segundo a Rádio CBN, a medida foi tomada para garantir a segurança delas. Todos são moradores do Morro da Providência. Outras três depõem na quinta-feira.

As testemunhas de acusação estão sendo ouvidas pelo juiz Erick Navarro Wolkart, da Sétima Vara Federal Criminal. Também por medida de segurança, os militares acusados estão em um outro local dentro do prédio da Justiça Federal, no Centro do Rio. Eles estão acompanhando o depoimento das testemunhas de acusação através do sistema de videoconferência. Ainda de acordo com a Rádio CBN, a solicitação de depoimento através deste tipo de sistema foi feito pelas próprias testemunhas, que temem represálias. Nem mesmo os assessores de imprena da Justiça Federal tiveram acesso ao local.

No dia 14 de julho deste ano, três jovens moradores do Morro da Providência foram levados por militares do Exército que faziam a segurança de uma obra social na comunidade para o Morro da Mineira, comandado por uma facção criminosa rival. Lá, o grupo foi torturado e morto com mais de 40 tiros. Os corpos foram localizado na manhã seguinte, em um aterro sanitário de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

[17:08] - 13/08/2008