CULTURA

publicidade

Projeto 'Vinil é Arte', formado por DJs de SP e MG, retorna ao Rio

JB Online

RIO - O projeto Vinil é Arte, formado por quatro discotecários que tocam somente músicas prensadas em vinil, aporta no Rio de Janeiro – no dia 14 no Brazilian Lounge e no dia 15 na Gafieira Elite.

A festa Vinil é Arte já é sucesso em São Paulo e Minas Gerais, fazendo bombar a noite paulistana e de Juiz de Fora. Há dois anos o grupo é atração do Festival de Inverno de Ouro Preto.

Nas quatro pick-ups, os discotecários Niggas, Pedro, Formiga e Tuta farão girar de tudo um pouco, proporcionando um passeio pelo melhor do mundo da música em vinil. Pedro traz em suas tendências um foco na música instrumental e com arranjos modernos e experimentais, como Rogério Duprat e Hermeto Pascoal e o clima jazzístico de Victor Assis Brasil, arranjos de naipes de metais combinados a amplificadores valvulados, orquestrações, atabaques e guitarras.

Tuta traz uma bagagem um pouco mais direcionada à música regional, com samba, bossa, choro, maracatus e outros ritmos nordestinos. Niggas e Formiga passeiam pela black music, samba rock, funk e outros grooves.

Figuram ainda no repertório do Vinil é Arte a música mineira do Clube da Esquina, as baianidades tropicalistas, o peso dos Mutantes, o swing de Jorge Ben e Abílio Manoel, a experimentação de Marcos Valle, o groove de Toni Bizarro e Tim Maia, as distorções dos Novos Baianos, as harmonias de Baden e Deodato, afrobeats, música latina, até Os Beatles, com inúmeras raridades, fruto de 7 anos de garimpo e pesquisa musical.

A noite do Vinil é Arte é um convite ao balanço, do samba ao jazz, do groove ao grito da cuíca, com scratchs e samplers, num show completo para ver e ouvir.

Mais do que simples DJs, os integrantes do projeto são pesquisadores da música brasileira e internacional, especialmente do som produzido nas décadas de 50, 60 e 70.

O grupo começou a correr seus discos no final de 2001 e passou por um período de busca de identidade até chegar ao formato atual, com foco na música brasileira. Atualmente tem quatro integrantes, divididos em dois núcleos – em Minas Gerais, Tuta e Pedro, e em São Paulo, Niggas e Formiga.

No dia 14 Tuta e Pedro apresentam-se no Brazilian Lounge by DJ Mam, no Espelunca Chic, Jardim Botânico. No dia 15 o grupo completo apresenta-se na Gafieira Elite, Centro, com a participação do projeto Cor do Som (lowtech VJ), com projeções e pinturas realizadas ao vivo.

O vinil não morreu

Mesmo depois de ter sua morte decretada pelo advento do CD, o disco de vinil resistiu e mostra provas de sua vitalidade cultural. Mesmo as inovações dos mp3 e downloads na Internet não derrubaram o apreço do público pelos velhos “bolachões”.

Os discos movimentam um mercado em franco crescimento; no Brasil e no mundo crescem os sebos, feiras e grupos de compra, venda e troca de coleções.

Para os fãs das “bolachas”, pesa também a questão estética. Em formato muito maior que o dos CDs, as capas dos discos são verdadeiros quadros, com encartes que trazem poesia, fotografia e arte gráfica.

Além disso, o ruído nostálgico do vinil rodando na vitrola proporciona um contato mais intenso e prazeroso com a música.

As noites do Vinil é Arte são destaque dessa “redescoberta” dos LPs, que saem dos sebos e coleções, para voltar às pistas de dança. Um passeio pela história da música brasileira de diferentes épocas e uma nova descoberta a cada apresentação.

Serviço Vinil é Arte

Quinta, 14 de agosto, às 22h

Espelunca Lounge by DJ Mam – Espelunca Chic – Rua Jardim Botânico, 129, Jardim Botânico – Rio de Janeiro

R$ 20 (inteira), R$ 15 (com flyer) e R$ 10 (estudante e lista amiga)

Sexta, 15 de agosto, às 22h

Gafieira Elite – Rua Frei Caneca, n° 4, Centro – Rio de Janeiro

R$10 (lista amiga), R$12 até meia-noite, R$15 depois de meia-noite

[16:28] - 07/08/2008