RIO

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Custos de manutenção da Cidade da Música podem ser entrave

Raphael Lima, Jornal do Brasil

RIO - A menos de quatro meses de sua inauguração, o destino da Cidade da Música, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, continua um mistério. O prefeito Cesar Maia disse nesta terça-feira que a única proposta para exploração do espaço, apresentada pela Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, pode não ser aceita. O envelope com a documentação e o projeto para o local ainda não tem data para ser aberto, segundo a Secretaria Municipal de Fazenda.

– Ou a licitação gera um concessionário ou ela cai. Se cair, a prefeitura assumirá o equipamento até outra licitação. Foi assim com a Arena Multiuso e com o Parque Aquático Maria Lenk, contruídos para o Pan-americano.

Um dos entraves para a aprovação da única proposta apresentada, comenta-se na Secretaria de Fazenda, é o custo de manutenção do local. Além disso, uma auditoria, contratada pela própria prefeitura, prevê que o contrato de 25 anos de concessão não dará lucros a quem assumir o negócio.

Em relação aos futuros gastos com a manutenção, Cesar Maia já deixou claro que serão de responsabilidade de quem assumir a Cidade da Música. – A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, se aprovada na licitação, assumirá os custos de manutenção e espetáculos que estimamos em mais de 10 milhões de reais por ano – declarou o prefeito.

A Fundação, por intermédio da assessoria de imprensa, preferiu não comentar a polêmica em torno dos gastos com manutenção.

A Secretaria de Fazendo informou que como fontes de renda para o local, a empresa que ficará responsável pelo centro terá, além das salas de concerto, três cinemas, lojas, cafés, um restaurante e estacionamento com mais de 700 vagas.

A obra da Cidade da Música, iniciada em dezembro de 2003, contou com um investimento total da prefeitura de mais de 460 milhões de reais e será realizada em seis etapas, desde a limpeza do terreno à aquisição e instalação do mobiliário. Três mil operários trabalham na construção do complexo cultural. O término das obras, incluindo os acessos viários para veículos e pedestres no entorno do complexo, foi programado para depois do segundo turno das eleições, para respeitar a lei eleitoral quanto a inauguração.

A Cidade abrigará a maior sala de concertos e ópera da América Latina, e será a nova sede da Orquestra Sinfônica Brasileira da Cidade do Rio de Janeiro, mesmo sobre gestão da Fundação da OSB ou pela prefeitura, que é uma das maiores patrocinadoras da OSB, que há alguns anos mudou seu nome para Orquestra Sinfônica Brasileira da Cidade do Rio de Janeiro.

O arquiteto responsável pelo projeto é o francês Christian de Portzamparc, vencedor do Prêmio Pritzker e criador da Cité de la Musique, de Paris.

[00:40] - 06/08/2008