Carolina Bellei, Jornal do Brasil
RIO - Batalhões terão kits com spray de pimenta, balas de borracha e granadas de efeito moral
Enquanto 800 pessoas participavam do protesto na Cinelândia, no Centro do Rio, pela paz e em memória aos 15 anos da Chacina da Candelária, a Secretaria de Segurança apresentava as armas não-letais que serão usadas pelos policiais militares.
Até agosto, os 19 batalhões da capital receberão os kits com 86 equipamentos não letais que serão usados pelos policiais do Grupo de Ações Táticas (GAT).
Os policias dos GATs dos outros 20 batalhões do Estado estarão treinados e equipados somente em outubro. De acordo com o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, essa é uma resposta à sociedade na tentativa de diminuir o número de mortos em confronto com a polícia.
– O que estamos procurando fazer é a parte do estado, dando aos policiais mais uma opção em sua atuação no dia-a-dia. Não estamos subtraindo a capacidade de defesa e de atuação do policial, mas estamos dando a ele mais um instrumento para que, com o treinamento, possa avaliar o quê, quando e como usar – explicou Beltrame, ressaltando que o uso de spray de pimenta, balas de borracha e granadas de efeito moral não substituirão fuzis e pistolas que os policiais costumam levar.
As operações em favelas, segundo Beltrame, são casos diferentes.
As armas não-letais são ideais para abordagens e contatos mais próximos com o suspeito.
– As incursões em áreas que a polícia considera conflagrada, desde que assumi a secretaria, são planejadas e maciças. São situações diferentes de uma abordagem rotineira – avaliou o secretário.
Mesmo se tratando de balas de borracha, o tenete-coronel Carlos Milagres explicou que as armas também podem ser muito perigosas se utilizadas de forma incorreta, mas ressaltou que esse não é o objetivo do equipamento.
– O objetivo é incapacitar o oponente, sem causar lesões graves, permanentes ou letais.
Dois mortos em perseguição
Duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas depois de serem atropeladas por um homem que dirigia um Palio roubado, na Rua Mogequi, em Costa Barros. Durante perseguição da PM, os assaltantes subiram a calçada, atropelaram as quatro pessoas e bateram numa árvore. Ruth Ribeiro Matos, 60 anos, e Carlos Roberto Giampaoli, 64, morreram.
O filho de Carlos, George Luiz Gomes Giampaoli, 40, teve ferimentos leves. Nilza Rodrigues teve fratura exposta na perna e fratura na costela, mas está estável.
[00:09] - 24/07/2008