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Seis candidatos participam de debate em Porto Alegre

Portal Terra

PORTO ALEGRE - Seis dos oito candidatos à prefeitura de Porto Alegre apresentaram suas idéias e propostas de campanha durante um debate promovido pela Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). Na ocasião, os candidatos debateram questões como saúde, segurança pública, educação, investimentos e infra-estrutura.

Participaram do debate os candidatos Maria do Rosário (PT), Manuela D'Ávila (PCdoB), Luciana Genro (Psol), Onyx Lorenzoni (DEM), Nelson Marchezan Jr (PSDB) e José Fogaça (PMDB). Foram convidados para integrar o debate os seis postulantes com melhor colocação na pesquisa eleitoral.

O debate iniciou com a apresentação de cada candidato e foi seguido por perguntas formuladas pela comissão organizadora do evento. No terceiro bloco ocorreram os questionamentos entre os candidatos, com direito à réplica e tréplica, seguido por uma mesma pergunta formulada pela assessoria técnica para todos os candidatos. O quinto bloco encerrou o evento com as considerações finais de cada participante.

Durante o debate, a candidata do Psol, Luciana Genro, afirmou que irá acabar com o loteamento partidário dentro da administração da prefeitura e assumiu o compromisso de cortar 70% dos cargos de confiança, colocando técnicos para assumir os cargos correspondentes.

Já a candidata do PCdoB, Manuela D'Ávila, afirmou que pretende criar uma secretaria de Desenvolvimento Econômico, para que a capital gaúcha tenha um desenvolvimento econômico próprio e se tornar um pólo tecnológico.

O candidato pelo DEM, Onyx Lorenzoni, em muitas ocasiões do debate, ressaltou que, caso eleito, fará um mandato de 'corpo e alma', com uma equipe que saiba ouvir os cidadãos. O atual prefeito de Porto Alegre e candidato pelo PMDB, José Fogaça, afirmou que desde o início de seu governo prepara Porto Alegre para o futuro e alegou que deu os primeiros passos, com a montagem de uma base política, controle das finanças e um modelo de gestão inovador, com transparência e eficiência.

Durante a rodada de perguntas sorteadas para os candidatos, Nelson Marchezan Jr. (PMDB) afirmou que são necessários mais investimentos na saúde em caráter municipal. Ele ressaltou que há falta de médicos em Porto Alegre e que seriam necessários mais investimentos em programas municipais.

A candidata do PT, Maria do Rosário, afirmou que será necessário redimensionar a guarda municipal, além de aumentar a repressão contra o tráfico de drogas e prostituição. Entre suas ações para diminuir a violência, a candidata explicou que pretende implantar especializações nas escolas municipais, para que as pessoas de baixa renda tenham acesso a cursos profissionalizantes.

Durante a rodada de perguntas entre os candidatos, a deputada Maria do Rosário perguntou ao atual prefeito de Porto Alegre qual o principal projeto que Fogaça deixará para a capital ao término de seu governo, afirmando que a capital, atualmente, não possui projetos para o futuro. Fogaça respondeu que recebeu a prefeitura com o caixa quebrado e, por isso, teve de trabalhar na recuperação das finanças, para depois poder iniciar seus projetos na cidade.

Outro momento conturbado do debate foi quando José Fogaça questionou a deputada Luciana Genro sobre quais setores da cidade devem ser mais desenvolvidos e qual seria o respectivo tratamento tributário. A candidata do Psol respondeu que seu governo irá acabar com a burocracia e que as secretarias municipais irão estimular os investimentos indo atrás dos empresários que desejam investir na cidade, facilitando a emissão do alvará, além de cortar os gastos da prefeitura com publicidade, que, conforme a candidata, foi o equivalente aos investimentos em saúde, educação e segurança.

Na réplica, Fogaça afirmou que a prefeitura investiu quase R$ 1 bilhão na saúde. Além disso, segundo ele, a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC) vai aos bairros e emite um alvará provisório para que o investidor possa iniciar seu negócio. Ao responder, Luciana sugeriu que o prefeito estaria mal informado e afirmou que, atualmente, quando os empresários vão regularizar seus alvarás, necessitam fazer todo processo novamente.

Sobre a atração de investimentos para Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. afirmou que serão necessários estudos sobre as viabilidades da capital. - Os incentivos fiscais poderiam ter melhor aproveitamento, como em locais que estão abandonados às drogas e prostituição - disse.

Maria do Rosário citou o exemplo da administração municipal de Belo Horizonte, no qual as secretarias trabalham de forma integrada para melhorar a área do desenvolvimento urbano, fazendo com que os órgãos se unam para alcançar um objetivo maior.

Manuela D'Ávila afirmou que Porto Alegre precisa recuperar a sua capacidade de planejamento. Segundo a candidata, é preciso criar uma secretaria de gestão que busque e priorize investimentos para poder resolver os problemas, como o do muro da avenida Mauá.

[18:14] - 23/07/2008