ECONOMIA

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Derrocada do petróleo puxa Petrobras e índice paulista

SÃO PAULO, 23 de julho de 2008 - Volatilidade é o nome do jogo. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), seguindo o movimento apresentado pelos índices acionários de Wall Street, não firmou tendência durante a primeira etapa dos negócios, e, próximo ao encerramento, se descolou dos mesmos e encerrou o dia em queda de 0,38%, aos 59.420 pontos. Na semana, o índice acumula queda de 0,94%. O giro financeiro somou R$ 6,16 bilhões.

'Dois eventos movimentaram a bolsa paulista nos últimos dias: o sobe e desce no preço das commodities - movimento que impacta, diretamente, os papéis da Petrobras e Vale - e expectativa quanto aos rumos da taxa básica de juros brasileira, Selic', afirma André Perfeito, economista da Gradual Corretora.

O preço do petróleo voltou a cair, desta vez refletindo a recuo dos estoques semanais da commodity nos Estados Unidos. Pela primeira vez em sete semanas, a matéria-prima voltou a ser negociada abaixo dos US$ 125, pouco mais de US$ 20 inferior ao seu recorde histórico. 'Essa queda do petróleo também teve o efeito Barak Obama. O jeito democrata de lidar com o mundo islâmico é mais harmonioso', diz Perfeito.

E, repercutindo nova queda do petróleo no mercado internacional, as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras recuaram 3,55% e 3,31%, respectivamente, puxando para baixo todo o índice brasileiro.

Outro evento que repercutiu nos mercados acionários mundiais nesta quarta-feira foi o Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O documento apontou forte desaceleração da economia norte-americana desde o último relatório, em 11 de junho. O relatório também apontou que os gastos dos consumidores foram fracos ou se desaceleraram em quase todos os distritos.

'Se, por um lado, a desaceleração da economia é ruim, por outro é positiva, uma vez que pode impactar nos preços das commodities. Isso mexerá com alguns papéis fortemente afetados pela alta do petróleo, por exemplo, como companhias aéreas e petroquímicas', explica o economista da Gradual Corretora.

As praças acionárias também repercutiram uma série de resultados corporativos trimestrais divulgados nesta manhã. Dentre os destaques positivos estiveram os números da Pfizer, McDonald's, Volkswagen e Fiat. Em contrapartida, os resultados Whirlpool e projeções pessimistas da varejista Costco deixaram os investidores cautelosos.

Dentre as 66 ações que compõem o Ibovespa, os principais destaques de alta foram Gol PN (+ 9,32%), Cyrela ON (+5,55%) e Gafisa ON (+ 5,52%). Já entre as três maiores desvalorizações estiveram Brasil Telecom PN (- 6,97%), Copel PNB (- 4,79%) e Gerdau Metais PN (-4,35%).

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em agosto registrou queda de 0,58%, a 59.850 pontos.

(Vanessa Correia - InvestNews)

[17:44] - 23/07/2008