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HOUSTON - O furacão Dolly ganhou força nesta quarta-feira ao se aproximar do sul do Texas, perto da fronteira com o México, onde deve provocar fortes chuvas a partir do começo da tarde.
Dolly é o segundo furacão de 2008 no Atlântico Norte. Alimentando-se das águas quentes do golfo do México, ele tem ventos regulares de 140 quilômetros por hora, o que lhe coloca na categoria 1 da escala Saffir-Simpson (que vai até 5). O Centro Nacional de Furacões dos EUA prevê, porém, que ele pode chegar à categoria 2 (ventos acima de 154 quilômetros por hora) antes de atingir o continente.
Está em vigor um alerta contra furacões em toda a costa sul do Texas, até a cidade de Corpus Christi.
Às 8h (hora de Brasília), o olho do furacão estava cerca de 90 quilômetros a leste de Brownsville, deslocando-se a cerca de 13 quilômetros por hora. Nesse ritmo, levará mais sete horas para atingir a região da fronteira entre EUA e México.
Mas os meteorologistas não prevêem impactos sobre o setor petrolífero do golfo do México, e refletindo isso o preço do petróleo atinge na quarta-feira seu menor valor em seis meses.
O Centro Nacional de Furacões estima que Dolly provocará até 380 milímetros de chuvas no sul do Texas e nordeste do México nos próximos dias. Autoridades texanas temem transbordamentos das barragens que contêm o rio Grande, especialmente se o furacão provocar uma ressaca marítima que suba pela foz do rio.
As autoridades dizem que os diques funcionaram bem em condições semelhantes durante o furacão Beulah, em 1967, mas desde então se deterioraram.
Depois das devastadoras temporadas de 2004 e 2005, que inclui o violento furacão Katrina, os EUA foram relativamente poupados nos últimos dois anos, quando apenas um furacão (Humberto, novembro de 2007) atingiu suas costas.
[09:53] - 23/07/2008