ECONOMIA

publicidade

Queda do petróleo incentiva ganhos na Ásia

SÃO PAULO, 23 de julho de 2008 - As principais praças acionárias da Ásia fecharam em alta nesta quarta-feira, impulsionadas pelos recuos nos preços do petróleo. A queda da commodity é incentivada por uma possível redução na demanda por energia nos Estados Unidos. A valorização do dólar no mercado de divisas internacional também colaborou para os ganhos nas sessões.

O índice Nikkei 225 de Tóquio subiu 0,97%, para 13.312,93 pontos. O indicador Kospi de Seul avançou 1,95%, para 1.591,76 pontos. Em Hong Kong, o índice referencial Hang Seng apresentou ganho de 2,69%, para 23.134,55 pontos. Já na China, o indicador Xangai Composto caiu 0,29%, para 2.837,85 pontos.

Os investidores asiáticos aproveitaram hoje uma somatória de fatores positivos para comprar ações, enquanto aguardam pela divulgação do Livro Bege nos Estados Unidos, relatório sobre a atualidade econômica norte-americana. O principal incentivo na região foi o recuo nos preços do petróleo.

O barril nos EUA era cotado há instantes a US$ 125,91, com recuo de 1,95% frente ao último fechamento na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). A cotação é 17% menor em comparação ao recorde de US$ 147,27 registrado no dia 11 de julho deste ano.

Nesta quarta-feira, a Energy Information Administration (EIA) informa o relatório semanal dos estoques de petróleo e derivados nos EUA, e a expectativa é de queda na demanda norte-americana por energia.

Na Ásia, as ações de companhias aéreas - sensíveis aos aumentos nos preços dos combustíveis - foram beneficiadas. Em Tóquio, os papéis da Japan Airlines e da All Nippon Airways avançaram 0,91% e 1,25%, respectivamente. Já os títulos da australiana Qantas Airlines subiram 6,19%.

A valorização do dólar no mercado de divisas internacional colaborou para os ganhos de empresas exportadoras. Em Tóquio, a moeda norte-americana encerrou o dia cotada a 107,68 ienes, contra 106,44 ienes da última sessão. As ações do setor de tecnologia e automotivo registraram avanços. Os papéis da Canon, Honda e Mazda apontaram alta de 0,39%, 2,78% e 1,64%, respectivamente.

Na região Ásia-Pacífico, especialmente na Austrália, o setor bancário foi beneficiado pelas declarações do chefe-executivo do Macquarie Group, Nicholas Moore. Ele afirmou que a instituição financeira conseguiu contornar os prejuízos gerados pela exposição da entidade na crise de crédito subprime ou de alto risco nos Estados Unidos.

De acordo com Moore, o Macquarie obteve um resultado sólido no primeiro trimestre, apesar das condições difíceis no mercado. Na Bolsa de Valores de Sydney, os títulos do Macquarie Group dispararam 11,61%.

No cenário corporativo, as ações da anglo-australiana BHP Billiton, maior mineradora do mundo, encerraram o dia com queda de 0,82%, apesar da companhia anunciar hoje uma produção recorde de petróleo, cobre, minério de ferro, manganês, liga metálica, alumina e molibdênio em seu ano fiscal encerrado no dia 30 de junho deste ano.

Os papéis da Suzuki Motor, segunda maior fabricante de carros de pequeno porte do Japão, avançaram 0,81% após o periódico Nikkei informar que a companhia deverá reportar um lucro operacional recorde de aproximadamente 41 bilhões de ienes (US$ 382 milhões) no segundo trimestre deste ano.

Por outro lado, os títulos da Nissan Motor caíram 1,07% após Carlos Ghosn, chefe-executivo da companhia, revelar que a montadora nipônica não espera que as vendas nos Estados Unidos registrem desempenho positivo em 2009.

(Marcel Salim - InvestNews)

[08:50] - 23/07/2008