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SÃO PAULO, 22 de julho de 2008 - As praças acionárias da Ásia fecharam sem tendência definida nesta terça-feira, influenciadas pelo sentimento de cautela entre os investidores, que aguardam pela divulgação de novos balanços corporativos nos Estados Unidos. As incertezas que giram em torno da demanda norte-americana por produtos asiáticos, somadas ao avanço nos preços do petróleo, também pesaram sobre os negócios. A exceção na região foi Tóquio. Após não operar ontem por conta do feriado local, o índice Nikkei 225 de Tóquio subiu hoje 2,97%, para 13.184,96 pontos, registrando sua maior alta diária desde 29 de maio deste ano. Durante a sessão nipônica, o pessimismo relacionado à crise financeira nos Estados Unidos se dissipou graças aos resultados divulgados na véspera pelo Bank of America, que superaram as expectativas dos analistas e reforçaram a confiança dos investidores japoneses no setor industrial. Destaque no Japão para as ações do setor exportador, que liderou os ganhos no pregão. Os papéis da Itochu, Sumitomo Corp. e Marubeni dispararam 8,59%, 7,44% e 6,68%, respectivamente. As companhias de tecnologia e automotivas também foram beneficiadas. Os papéis da Sony cresceram 1,62%, enquanto os da Canon aumentaram 4,25%. Já entre as montadoras, os títulos da Honda e Toyota registraram alta superior a 5%. Entre os demais mercados acionários da região, o indicador Kospi de Seul recuou 0,10%, para 1.561,23 pontos, puxado pelo setor de tecnologia, dependente de exportações e apreensivo sobre a forte queda na demanda do ocidente. Em Hong Kong, o índice referencial Hang Seng caiu 0,02%, para 22.527,48 pontos. Já na China, o indicador Xangai Composto apresentou perda de 0,53%, para 2.846,12 pontos. A atenção nestes pregões se concentrou também no avanço dos preços do petróleo, que acumulam valorização de 73% nos últimos 12 meses. O barril nos Estados Unidos operava há pouco cotado a US$ 131,23 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês), com alta de 0,14% frente ao fechamento anterior, impulsionado pelas preocupações com a tormenta Dolly, que ameaça a produção da commodity na região do Golfo do México. (Marcel Salim - InvestNews)
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