Novas reformas para o Parque Lage

Carolina Bellei, Jornal do Brasil

RIO - O Parque Lage, que abriga a Escola de Artes Visuais, no Jardim Botânico, será revitalizado. Nos próximos três meses, um plano diretor de ocupação da área será discutido e vai definir quais construções serão feitas, o que será restaurado e ainda o tempo para a execução de cada atividade. O projeto vai se restringir apenas às edificações do parque: mansão, cavalariça e guarita na entrada.

E segundo Luisa Interlenghi, diretora do Parque Lage, as obras devem começar no máximo em janeiro do ano que vem.

– A Secretaria Estadual de Cultura acabou de selecionar a empresa de arquitetura que fará o plano. O próximo passo é discutir as necessidades e problemas, para só depois entrar na fase de capacitação e viabilização do projeto – revelou.

Restaurante e mais um prédio

O mapeamento de problemas e propostas de soluções pode incluir a construção de um restaurante, possivelmente na cavalariça, casa que fica próxima à entrada do Parque. A cantina, que hoje funciona na mansão e atende a funcionários e alunos, não tem alvará de restaurante e por isso não tem permissão para atender ao público que freqüenta o local, como vinha fazendo.

– A idéia é trazer um bistrô ou café, sem cozinha industrial, e que não atraia um público muito grande – explicou Ricardo Calmon, chefe do parque e representante do Instituto Chico Mendes, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, ressaltando que a escolha da empresa será por meio de licitação.

Também será estudada a construção de um prédio anexo a mansão para acolher o crescimento da Escola de Artes Visuais, que forma artistas desde a década de 70.

– A idéia é fazer um anexo à mansão, um edifício ecologicamente correto para tirar do casarão as atividades que produzam resíduos tóxicos – explicou Calmon.

– A construção seria adequada para fazer coleta diferenciada desse tipo de resíduos.

Além da Secretaria Estadual de Cultura, que administra a escola, e do Instituto Chico Mendes, que fiscaliza a preservação da mata incorporada ao parque Nacional da Tijuca, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural respondem pelos tombamentos das edificações e do jardim em frente a mansão. Rodrigo Azevedo, arquiteto da AAA Arquitetura, que está a frente do plano diretor, não esconde a apreensão no diálogo com tantas instituições.

– O mais complicado será chegar a um consenso com todas essas áreas, mas todos estão interessados na restauração e revitalização do parque.

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[ 00:41 ]   22/07/2008