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Joana Duarte, Jornal do Brasil RIO - Estudo revela porque amamentar gera amor materno Joana Duarte Pesquisadores da China, França, Itália e Inglaterra desvendaram porque grande quantidade de ocitocina – hormônio responsável pelo prazer feminino – é liberada no sangue materno durante a amamentação. Segundo o estudo publicado quinta-feira na revista PLoS Computational Biology, amamentar estimula não só as células normais do cérebro a produzir ocitocina, mas também excitam seus dendritos - prolongamentos ramificados que agem como canais de comunicação entre as células cerebrais. Deste modo, os dendritos aumentam a interação entre neurônios e também secretam a benéfica ocitocina no sangue. Produzido no hipotálamo, a ocitocina também é responsável pelas contrações uterinas que ocorrem durante o trabalho de parto normal. A amamentação tem duas principais funções: causa a contração de glândulas que produzem o leite, estimulando a sua liberação, e reforça o vínculo afetivo entre mãe e filho. Benefícios No entanto, Marco Aurélio Valadares, ginecologista e obstetra da Maternidade de Santa Fé, em Belo Horizonte, alerta que os partos por cesariana – que correspondem a 80% dos casos em hospitais privados do Brasil – prejudicam a secreção da ocitocina. – Muitas vezes, a mulher não entra em trabalho de parto, não tem contrações, e os benefícios emocionais da ocitocina não ocorrem no momento do nascimento – explicou. Conhecida como o hormônio feminino do amor, a ocitocina provoca uma mudança química no cérebro que aciona sensações de prazer, empatia, confiança e afeto, garantindo assim a segurança do bebê durante período mais frágil de sua vida. A obstetra Leila Katz diz que mesmo em casos de cesariana, a ocitocina é liberada depois do parto e a mulher pode amamentar, apesar de ser mais difícil. A secreção da ocitocina durante a amamentação havia intrigado pesquisadores por depender de um grande afluxo do hormônio.
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