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JB Ana Carolina Braile RIO - A missa de sétimo dia do menino João Roberto, 3 anos, morto por PMS, na Tijuca, foi marcada pela emoção. Os pais de João Roberto pediram para que a cerimônia fosse realizada na manhã deste sábado, na Capela do Santíssimo, que fica dentro da Catedral Metropolitana do Rio. O local, com capacidade para 300 lugares, estava lotado. Parentes de outras vítimas do conflito urbano compareceram à missa. Cerca de 20 taxistas fizeram uma carreata até a porta da catedral, para homenagear o menino e protestar contra a violência. A mãe de Daniel Duque, assassinado também por um PM na porta de uma boate em Ipanema, foi prestar solidariedade aos pais do garoto: - A dor é igual a nossa. Só Deus pode nos fazer levantar todos os dias - desabafou. A avó materna de João Roberto desmaiou e foi atendida na sacristia. O pai do menino, Paulo Roberto Soares, diise que a mulher dele, Alessandra Soares, ainda está muito abalada e não consegue ouvir nenhum barulho. Paulo Roberto agradeceu as orações e disse que de agora em diante ficará em silêncio: - Tenho uma ferida aberta no peito sangrando. Deus me deixou uma mulher e um filho para criar. Está tudo nas mãos da Justiça - concluiu Paulo.
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