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Agência Brasil BRASÍLIA - Mais uma vez, terminou sem acordo a reunião de líderes partidários na Câmara. Desde a semana passada, eles tentam fechar um acordo para votação de projetos de lei de interesse de todos os partidos. Hoje, o acordo foi para votar apenas uma medida provisória, a que permite à União participar com R$ 400 milhões do Fundo de Garantia para a Construção Naval. O líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que a oposição vai continuar com as obstruções, mas ressaltou que amanhã será possível chegar a um acordo para votação de projetos. - Vamos hoje ao plenário e manter a obstrução. Amanhã, talvez seja possível alcançar um acordo - disse. O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), criticou a oposição por manter a obstrução dos trabalhos na Casa. Rands disse que, com isso, projetos de interesse da sociedade ficam sem votação. - A oposição está assumindo o ônus da obstrução, e ela tem que dar satisfação disso à sociedade. Quando há obstrução, essas proposições atrasam - afirmou. Entre os projetos a que Rands se referiu estão o que institui a licença-maternidade de seis meses e o que trata de cotas nas universidades públicas para alunos que estudaram em escolas públicas. Segundo o vice-líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), amanhã haverá nova reunião para fechar a pauta de votações do plenário, depois de votadas as medidas provisórias. - Vamos tentar pegar amanhã o que tem de comum entre a pauta do governo e a da oposição e garantir esses pontos comuns - disse. Já o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), informou que, na primeira oportunidade em que a pauta estiver aberta, será colocada em votação a regulamentação da Emenda 29, que destina mais recursos para a saúde.
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