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JB Online RIO - Em clima de muita emoção, parentes, familiares e amigos de Daniel Duque, de 18 anos, morto com um tiro pelo PM Marcos Pereira, na madrugada do último sábado, participaram da missa de sétimo dia do estudante na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, Zona Sul do Rio. Eles vestiam camisas com a foto do rapaz. A paróquia fica a poucos metros da boate Baronneti, onde ocorreu o crime. Neste sábado, eles fazem uma manifestação no local. na quarta-feira, a Polícia Civil do Rio informou que a briga entre dois grupos de jovens na porta da boate Baronneti, na madrugada do último sábado, teve como pivô uma garota. A revelação foi feita através de dois jovens que integravam uma das turmas, na 14ª DP (Leblon), além da jovem. As investigações se concentram em saber se o tiro disparado pelo PM Marcos Parreira, e que matou Daniel Duque, foi em legítima defesa ou proposital. Os dois jovens contaram em depoimento na delegacia que um jovem identificado com Gustavo, amigo de Daniel, teria mexido na porta da boate com a namorada de Bruno, amigo de Pedro Velasco, filho da promotora do Ministério Público do Rio, Márcia Velasco. O PM fazia a segurança de Pedro. Bruno teria pedido ajuda a pedro, já que Gustavo estava acompanhado de mais 10 rapazes. Os depoentes disseram que dois tiros foram disparados. De acordo com a laudo, o tiro que matou Daniel atingiu a axila do jovem e foi dado a queima-roupa. O advogado de Marcos Parreira, Nélio Andrade, vai pedir o relaxamento da prisão do PM. Ele informou que como policial seu cliente pode ir em auxílio de terceiros para agir em defesa de uma vítima de violência. Segundo a polícia, no dia 31 de janeiro de 2007, quando completou 18 anos, Pedro Velasco se envolveu numa briga em uma boate na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A promotora Márcia Velasco divulgou nota na quarta-feira, dizendo que seu filho não é um privilegiado por ter proteção policial e sim, uma vítima das ameaças que a família vem sofrendo. A promotora e sua família tem proteção policial há sete anos, em decorrência de ameaças feitas pelo traficante Fernandinho Beira-Mar. Márcia Velasco também disse na nota que o dia 28 de junho de 2008 foi o mais triste de sua vida pela morte de Daniel Duque.
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