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REUTERS LONDRES - As gravadoras britânicas tiveram um grande aumento em sua receita vinda de vendas não musicais em 2007, compensando em parte a queda nas vendas de música gravada, disse um relatório divulgado na segunda-feira. A BPI (Indústria Fonográfica Britânica), que representa as gravadoras do país, disse que as vendas não musicais aumentaram 13,8 por cento em 2007, chegando a 121,6 milhões de libras (242 milhões de dólares), contra 106,9 milhões de libras no ano anterior. O crescimento refletiu o aumento no uso da música em publicidade, no cinema e em videogames, além dos contratos de merchandising, turnês e patrocínios. Embora as vendas físicas e digitais de música ainda sejam responsáveis pela maior parte da receita das gravadoras (1,4 bilhão de libras em 2007), o relatório vê "sinais animadores de que essas novas fontes de receita contribuam para o aumento substancial da receita nos próximos anos". O enfraquecimento das vendas de música gravada, que enfrentam a concorrência da pirataria online e de alternativas como os videogames, vem levando diversos artistas a fechar contratos que englobam várias coisas além de gravações. Os chamados "contratos de 360 graus" cobrem todos os aspectos do negócio, em lugar de apenas música nova. Quando Madonna deixou a Warner Music no ano passado para fechar um contrato desse tipo com a Live Nation, que promove turnês, especialistas previram que outros artistas seguiriam seu exemplo. No ano passado, o cantor americano Prince entregou um álbum gratuitamente, encartado num jornal britânico, em iniciativa de promoção de sua turnê. Recentemente, a banda Coldplay autorizou os fãs a baixar um single gratuitamente de seu novo álbum. - O setor musical de hoje está irreconhecível, comparado ao de cinco anos atrás - disse o executivo-chefe da BPI, Geoff Taylor. - As gravadoras evoluíram rapidamente, tornando-se empresas digitalmente capacitadas que geram receita importante por meio de licenciamentos. O mercado global de música gravada é composto de centenas de selos independentes e de quatro grupos principais: Universal, Sony BMG, Warner e EMI.
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