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JB Online RIO - Maioria dos participante da audiência pública realizada nesta segunda-feira na Alerj para discutir a importância do sistema "S" – que reúne o Sesc, Senai, Sebrae, Sesi, Senat e Senar, entre outras entidades – para o desenvolvimento do estado chegaram a conclusão que é melhor não mexer no sistema. O evento foi conduzido pelo presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), que defendeu a atuação das entidades diante de um plenário lotado por representantes da indústria, comércio, agropecuária e transportes, além dos presidentes das respectivas entidades associativas. - O compromisso a ser tirado desta reunião é o de fazer com que aquilo que está dando certo continue assim, além de buscar ampliar a bem sucedida prestação de serviços para mais cidadãos fluminenses, que buscam no sistema 'S' uma forma de se aprimorar, de ampliar sua empregabilidade, de ter acesso a serviços de saúde e culturais que são oferecidos - discursou. Durante o encontro, motivado pela proposta do Ministério de Educação (MEC) de criação do Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional (Funtep), que, entre outras coisas, prevê a mudança nos percentuais de aplicação dos recursos descontados em folha e destinados às entidades, o deputado Luiz Paulo (PSDB) defendeu um posicionamento político dos deputados fluminenses na intenção de assegurar o atual modelo. - O Governo não pode esperar solucionar o aumento de sua demanda interferindo num sistema que há décadas funciona com excelência, justamente por ser descentralizado. Sugiro que todos os representantes da Assembléia Legislativa se mobilizem para motivar suas respectivas bancadas em nível nacional, como um movimento que parte do nosso estado para ganhar corpo nacionalmente - disse Luiz Paulo, de acordo com a assessoria. O presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, defendeu a preocupação do Governo Federal com o ensino profissionalizante, mas fez ressalvas à intenção de interferir no sistema financiado pelas indústrias. "A preocupação é legítima, mas não pode dar origem a um novo fundo com a finalidade de interferir num trabalho feito com sucesso há tantos anos", afirmou. A experiência na prestação de serviços também foi a alegação do presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio), Orlando Diniz. "Temos 60 anos de experiência, sempre fazendo parcerias bem sucedidas com o poder público. Acredito que o diálogo poderá nos mostrar novos caminhos para esta atuação conjunta", minimizou ele, informando que a federação enviou um representante a Brasília para participar das discussões sobre o projeto do MEC. Ambos fizeram longas apresentações sobre o trabalho do Sesc, Sesi, Senai e Senac – responsáveis pela promoção de serviços sociais e de qualificação profissional nas áreas de indústria e comércio. O presidente da Federação de Empresas de Transportes de Passageiros (Fetranspor), Lélis Teixeira, foi mais enfático em sua crítica ao projeto. Segundo ele, a criação do fundo nacional inviabilizará o trabalho social de capacitação em sua área. - A forma como o Funtep se apresenta interfere no direcionamento dos trabalhos desenvolvidos, o que, conseqüentemente, mudará seus resultados - apontou ele, estimando em 33% a redução para área de saúde e lazer do Serviço Social do Transporte (Sest). O presidente da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado (Faerj), Rodolfo Tavares, creditou ao Sistema "S" o desenvolvimento de culturas como a pesca no país. - Em dez anos, todas as culturas dobraram no País, num paradigma mundial. Que outro país consegue equilibrar o consumo de gasolina com o de álcool? Se nosso setor está em expansão, em grande parte se deve ao trabalho de capacitação e investimento em saúde e lazer do Sistema 'S' - salientou. Presente ao evento, o deputado Paulo Ramos (PDT) disse que irá se aprofundar no tema através da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Alerj, presidida por ele.
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