|
SÃO PAULO, 17 de junho de 2008 - A cidade de São Paulo recebe, a partir de amanhã, a ISC Brasil - 3ª Feira e Congresso Internacional de Segurança Eletrônica e a Intersecurity - 2ª Feira e Congresso de Segurança Urbana. O evento acontece em um momento em que a segurança pública está em destaque. Porém negativo, mostrando a fragilidade da segurança dos museus brasileiros. Na última quinta-feira, assaltantes roubaram quadros do espanhol Pablo Picasso, do brasileiro Di Cavalcanti e do lituano Lasar Segall, na Pinacoteca do Estado. Juntas, as peças somam mais de R$ 1 milhão. Em dezembro, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) também sofreu esse problema, quando duas obras, o retrato de ´Suzanne Bloch´, de Picasso e o ´Lavrador de Café´, de Portinari, foram roubadas. Além disso, em agosto, o Museu do Ipiranga sofreu um furto de 900 peças do acervo numismático que inclui moedas e notas em dinheiro. E o problema não é exclusivamente paulista. Em 2006, quatro telas do Museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro foram levadas. No mesmo ano, o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro também sofreu baixas. ´Os bandidos deram mais um exemplo de organização e conhecimento sobre o que faziam e onde estavam´, diz David Fernandes, diretor da Previne Security, empresa especializada em consultoria em segurança e sistemas integrados. Segundo Fernandes, no caso da Pinacoteca, mesmo havendo equipamentos eletrônicos e um grupo de vigias, o processo todo falhou porque havia outras oportunidades para os bandidos praticarem o crime, que não foram reduzidas ou eliminadas somente com a aplicação de sistemas de segurança e vigilantes. ´É preciso compreender que antes de qualquer implantação de sistemas de segurança é necessário um especialista fazer uma análise de riscos e propor medidas preventivas que englobam segurança física, tecnologia aplicada, procedimentos de segurança, treinamento e capacitação da vigilância e integração com pronta resposta e órgãos públicos´, diz o diretor da Previne Security. Para Fernandez, o ideal é que todo CFTV (Circuito Fechado de Televisão), para ser instalado em qualquer local de exposição de obras de arte, seja composto por câmeras IP e tenham um software de análise de comportamento. ´Quando programadas corretamente, as câmeras detectam a subtração de objetos e alertam, automaticamente, o vigilante.´ (Sérgio Toledo - InvestNews)
|