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Portal Terra RIO - Os movimentos ligados à Via Campesina Brasil não devem dar descanso às empresas multinacionais agroindustriais no Brasil, mesmo depois do fim da jornada de lutas realizada nesta semana em pelo menos 13 Estados. - Não haverá trégua para as multinacionais do sistema agroalimentar, não haverá trégua, elas comprometem a soberania do país, o alimento na mesa do povo brasileiro, nós vamos estar em mobilização permanente - afirmou Frei Sérgio Görgen, integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que faz parte da Via Campesina. - Há uma fase da jornada que se encerra entre hoje e amanhã, mas a luta vai continuar, e as transnacionais que hoje controlam a produção agroalimentar no Brasil não terão trégua da Via Campesina - reforçou. De acordo com o frei, pode-se dizer que a jornada de lutas desta semana foi motivada, principalmente, pela expansão da monocultura do eucalipto, num momento em que se vive uma crise de aumento dos preços dos alimentos. - Se você quer um fato pontual que acendeu a luz vermelha para a Via Campesina, eu interpreto que esse é o fato mais grave e eu acho que a questão dos transgênicos também - disse. Rosângela Piovesani, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) destacou que as ocupações de terras, propriedades de multinacionais e prédios públicos têm um caráter de denúncia. - A gente está fazendo uma denúncia do modelo que o Brasil optou e que nós camponeses e camponesas, que produzimos alimento, estamos preocupados com a biodiversidade, com a soberania alimentar, com a soberania das nossas variedades [de sementes e cultivares] e da água - disse. De acordo com as entidades camponesas, é necessário que o governo invista mais no modelo de agricultura familiar, em pequenas propriedades e com sementes crioulas e nativas, em lugar da agricultura em grandes propriedades, com transgênicos.
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