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Hugo Cals, JB Online RIO - - Eu raiva muito ruim.  Cartaz do filme | Foto: Divulgação
Com um português capenga, o próprio Bruce Banner tenta traduzir para o nosso idioma o que acontece com ele ao assumir seu alter-ego: o gigantesco monstro verde de 2,75 m que atende pelo nome de Hulk, totalmente gerado através da técnica conhecida por CGI, sigla para Computer Generated Image (Imagem Gerada por Computador, em português). O anti-herói criado pelo mestre das histórias em quadrinhos, Stan Lee (que faz uma ponta no filme), volta nesta seqüência que tem um difícil desafio: superar o fracasso do filme original, batizado simplesmente de “Hulk”, lançado em 2003, estrelado por Eric Bana e dirigido por Ang Lee.  Hulk em ação | Foto: Divulgação
Desta vez, quem vive o conturbado cientista que se expõe a raios gamma e acidentalmente se torna em um monstro agressivo é o experiente Edward Norton, que traz ao papel uma das principais falhas do filme original: a humanização do personagem, que mesmo quando assume sua forma assustadora ainda mantém traços humanos. Norton consegue combinar o brilhante intelecto do cientista com o seu assombroso conflito, isto é, assumir uma identidade contra sua vontade. O astro de sucessos como “A Outra História Americana”, “Clube da Luta” e ,mais recentemente, “O Ilusionista”, é um grande fã do anti-herói e contribui criativamente com o diretor Louis Leterrier que assina outras fitas de ação eletrizantes como “Cão de Briga” e “Carga Explosiva”. Os fãs cariocas do herói popularizado na série de TV na década de 70 terão uma atração a mais para assistir ao filme: algumas das melhores seqüências de ação do filme foram rodadas na Cidade Maravilhosa, em novembro de 2007, mais precisamente na favela Tavares Bastos no Catete, apresentada no filme como a favela da Rocinha. Além das perseguições pelos becos irregulares da favela, Norton também filmou na Lapa, em Santa Teresa e no Santo Cristo, aonde ele trabalha em uma fábrica produtora de “Guaraná drinks”. Apesar de ser um cientista do bem, Bruce Banner é um fugitivo no filme, que está sendo caçado pelo exército norte-americano por um único e exclusivo motivo: estudar a experiência ambulante que Banner se tornou e fazer a partir da exposição a raios gamma, tropas de “supersoldados”. Se você associou essa estratégia bélica a algum outro filme de herói lançado também este ano, prepare-se: o final de “O incrível Hulk” é marcado por uma participação mais do que especial de outro personagem também criado por Stan Lee. A premissa de que “um grande poder pode ter conseqüências terríveis nas mãos erradas” é levada à máxima potência pelo personagem Emil Blonsky, o vilão do filme, interpretado pelo veterano Tim Roth, famoso pelos filmes de Quentin Tarantino, “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction”. Roth se torna literalmente uma versão mutante do protagonista: com injeções extras de raios gamma, o personagem, que ganha o apropriado nome de Abominável, desenvolve um sinistro exoesqueleto e cresce 60 cm a mais que Hulk: a criatura tem 3,35m.  O Abominável | Foto: Divulgação
A briga dos dois monstros pelas ruas de Nova York, é uma tomada de tirar o fôlego. Completam o elenco, William Hurt e Liv Tyler, que interpretam o general “Thunderbolt” Rosso, que caça Bruce Banner, e a doutora Elizabeth Ross, filha do general e namorada de Bruce Banner, e ajudam a criar um filme que agrada, e não só os fanáticos por filmes de ação.  O general "Thunderbolt" e a dra. Ross | Foto: Divulgação
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