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Leandro Souto Maior, JB Online RIO - Oito anos depois de descobrir os baianos Lázaro Ramos, Vladimir Brichta e Wagner Moura nos testes para o espetáculo A máquina, João Falcão anuncia: está em busca de novos talentos. Até o dia 27 de junho, artistas podem se inscrever no site www.clandestinos.art.br, posto no ar há uma semana, para participar das oficinas gratuitas que o diretor e sua equipe irão ministrar no Teatro Glória. Serão selecionadas 40 pessoas, que passarão por outra triagem até chegar aos 12 escolhidos que vão integrar a Companhia Instável de Teatro e estrear a peça Clandestinos, no próprio Teatro Glória, em outubro. Nesta primeira semana, sem nenhuma divulgação, mais de mil inscrições já haviam sido feitas, apenas no boca-a-boca, ou nos corredores da internet.  Foto: Ana Paula Amorim / CPDoc JB
O espetáculo Clandestinos é composto por experiências de um grupo de pessoas com idades entre 18 e 28 anos e os caminhos delas para conseguir atuar no mercado de trabalho. Qualquer semelhança com a própria seleção para o elenco do projeto não é mera coincidência. O diretor considera que talento não garante espaço neste tipo de profissão, onde a competência muitas vezes é avaliada subjetivamente. – Tem gente do Brasil inteiro procurando, e até brasileiros residentes no exterior – conta o diretor. – Conheço bem esse universo de pessoas que querem trabalhar com arte, e sei que existe muito mais gente do que oportunidades. Além disso, ainda tem o agravante de toda a produção se concentrar no Rio e em São Paulo. Sabia que a procura seria grande, mas confesso que estou surpreso. Não imaginava que seria nessa proporção. Buscar um elenco desta forma não usual – em vez de apostar em nomes conhecidos – é, diz ele, trabalhar com pessoas com uma “forte energia à disposição”. – Não sei com que pessoas estarei trabalhando, e isso é teatro puro! – aposta Falcão. – Não quero criar a expectativa de que essas pessoas se tornem estrelas de TV, como aconteceu com o Lázaro Ramos ou o Wagner Moura, mas, com certeza, estarei rodeado de gente talentosa. Nesta primeira fase de seleção João Falcão quer ter contato com o maior número possível de pessoas. Na ficha de inscrição, o campo “Por que quer participar do projeto” é o que vai ter o maior peso para a escolha. – Quanto menos as pessoas forem formais, melhor. Quero saber qual é o sonho de cada um – diz Falcão, dando uma dica para os candidatos. Os 40 selecionados para o primeiro módulo do projeto participarão de exercícios de interpretação, criação do personagem e dramaturgia ministrados por João Falcão, Adriana Falcão e colaboradores. – A competitividade entre os 40 escolhidos será inevitável, mas não será nenhum Big Brother – compara. – Pelo contrário. A generosidade vai contar muito para a seleção final. Teatro tem muito disso. Em cena, se a gente não passa a bola, é como no futebol. A oficina será muito em cima da observação destes aspectos também. João Falcão prevê que, no fim, queira manter muito mais do que apenas 40 integrantes, e pode ser que ainda trabalhe com algum deles no futuro, ou com algum dos 28 que sobrarão dos 12 finalistas. – É difícil manter a longevidade de uma companhia. A vida, naturalmente, acaba levando cada integrante para caminhos diferentes. O que acaba ficando é a presença de um diretor, ou de um dramaturgo. Por isso escolhi o nome Companhia Instável de Teatro. Confira outras notícias 'Cada um no seu quadrado' vira hit na internet com 6 mi de acessos Cores latinas dominam as passarelas do Fashion Rio
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